Cruzeiro

Velhas caras novas

Em busca da reabilitação no domingo diante do Tupi, Cruzeiro faz quatro mudanças.Mancini abre mão do esquema de três volantes, promove a volta de Fábio e saca dois

Antônio Melane

A prometida onda de mistério em torno da equipe que enfrenta o Tupi, domingo, às 17h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, não durou 24 horas no Cruzeiro. Pressionado pelo mau resultado da estreia, a derrota de 1 a 0 para o Guarani, o técnico Vágner Mancini usou o coletivo de ontem para sinalizar pelo menos quatro mudanças: uma de ordem natural, o retorno do goleiro Fábio, que estava suspenso, e três de natureza tática.


A principal surpresa foi a escalação de Marcos na lateral direita. Com isso, Diego Renan volta para a esquerda. Gilson perde lugar no time. No meio, o setor mais criticado pelo treinador, Amaral foi sacado, dando lugar ao armador Roger. Assim, ele abriu mão do esquema de três volantes e reposicionou Leandro Guerreiro mais pelo lado direito e Marcelo Oliveira pela esquerda.

Para Mancini, a objetividade na ligação com o ataque ficou abaixo do esperado: “Este ano tivemos uma boa participação em parte do jogo contra o América e também diante do Mamoré. Já contra o Guarani, não jogamos nada. O meio-campo não agradou pela falta de iniciativas”.

Na frente, a confiança segue depositada em Wellington Paulista – tem treinado bem e com aplicação – e em Anselmo Ramon. Já Wallyson está recuperando o ritmo aos poucos. Domingo ele será novamente opção de banco, o mesmo acontecendo com Walter.

Nas atividades de hoje e de amanhã o Cruzeiro será ajustado para um confronto que todos advertem que ganhou maior dimensão diante do questionamento sobre o trabalho de Mancini. Ele está pressionado e há três técnicos disponíveis no mercado que agradam à torcida e à diretoria: Adílson Batista, Levir Culpi e Vanderlei Luxemburgo. Mas eles não teriam sido procurados pelos dirigentes.

Os atletas reconhecem a dificuldade do momento, mas pregam pés no chão, como o experiente Roger: “É momento de cobrança, mas não vejo turbulência. Aí, se perde para um time pequeno, há aquele burburinho. Temos de estar tranquilos e saber que vamos jogar em casa. Vencendo, as coisas começam a caminhar normalmente. Se entrarmos nessa de turbulência, crise, aí começa a atrapalhar tudo”.

Apresentado ontem como novo treinador do Tupi, Moacir Júnior antecipou que tentará tirar proveito da instabilidade que vive o Cruzeiro. “Temos que saber explorar este momento. Assim como a gente passa por um momento difícil, eles passam. Então, esperamos fazer isso.”

JOGO NO FARIÃO
A Federação Mineira de Futebol (FMF) confirmou ontem que o Estádio Senador Zezé Perrella (Arena do Calçado), em Nova Serrana, está vetado para o jogo Nacional x Cruzeiro, em 16 de fevereiro. A partida foi transferida para Divinópolis, no Farião, pertencente ao Guarani. Por determinação do Ministério Público, o campo do Nacional terá que ampliar a instalação de extintores, complementar os alambrados e concluir os laudos de engenharia para liberação. O MP havia fixado prazo de cinco dias ao clube.