Cruzeiro

Ainda muito a melhorar

Mesmo sem conseguir fazer o Cruzeiro vencer na estreia, o técnico Celso Roth considera que, em vista das circunstâncias, houve evolução. A tendência é o time se encaixar logo

Paulo Galvão




O empate sem gols com o Atlético-GO, domingo, em Uberlândia, não era o resultado que o Cruzeiro almejava para a estreia no Campeonato Brasileiro’2012. Mesmo assim, todos na equipe enxergaram pontos positivos – como melhora na marcação, maior compactação e boa participação de reforços que ainda não haviam jogado bem, como o armador Souza –, apesar, é claro, da certeza de que muita coisa precisa ser melhorada para atender aos anseios da torcida.

O crescimento defensivo é fato: foi a primeira vez depois de oito partidas que o time celeste deixou o campo sem sofrer gols. O empate interrompeu a série de quatro derrotas seguidas, que culminaram com a saída do técnico Vágner Mancini, substituído por Celso Roth.

O novo treinador foi um dos que consideraram o resultado razoável. “Obviamente, a gente nunca planeja um empate, mas, pelas circunstâncias, pelo desequilíbrio, pela lesão do Alex Silva logo no começo, a expulsão do Anselmo Ramon, a substituição que tivemos que fazer por motivos técnicos (troca de Marcos por Diego Renan, no intervalo), a gente não está feliz, mas poderia ter sido pior”, declarou.

Apesar do pouco tempo na Toca, ele considera que já na estreia foi possível constatar evolução em relação ao que o Cruzeiro vinha apresentando. Depois do início ruim, viu a equipe encaixar a marcação e ser melhor na maior parte do jogo. “Fiquei satisfeito especialmente com a aplicação. Mesmo quando estávamos mal, o time se dedicou, tentou, não faltou entrega, correu, mesmo que errado”, disse Roth, sem deixar de ressaltar que o trabalho está apenas começando.

A partir de hoje ele começa a pensar no próximo adversário, o Náutico, sábado, no Recife. Se no Parque do Sabiá o campo tem dimensões generosas e bom gramado, no Estádio dos Aflitos o piso é irregular e bem menor. “Não dá para dominar, olhar, tocar. Tem de pensar rápido, saber o que vai fazer antes de a bola chegar, e é isso que vamos trabalhar para nos adaptar às condições.”

A produção do Cruzeiro também agradou ao presidente Gilvan de Pinho Tavares. Para ele, ainda que o resultado não tenha sido o desejado, a expectativa é de crescimento: “O time se mostrou mais disposto, e isso nos deixa animados. Se fosse antes da chegada do Celso Roth, teríamos tomado gol e perdido essa partida”.



Xingamento Em dia de folga para os atletas, a diretoria continuou trabalhando ontem em busca de reforços para as laterais, visto que Marcos foi muito mal diante do Atlético-GO na direita, enquanto na esquerda o volante Marcelo Oliveira atuou improvisado.

Além disso, os dirigentes estudam punir o atacante Anselmo Ramon, expulso por reclamação pouco depois de substituir Everton, aos 28min do segundo tempo. “Vamos conversar com o jogador, mas me pareceu fora do normal, não é admissível que isso aconteça em jogo de Brasileiro e em vista das dificuldades que estamos atravessando. O (árbitro) Péricles (Bassols Cortez) me disse que foi xingado, mas vamos ouvir a versão do jogador. Se tiver que tomar providência, tomaremos”, disse Celso Roth. Na súmula divulgada ontem, o árbitro relata que o jogador xingou o assistente de “filho da p...”.

Outra baixa no jogo foi o zagueiro Alex Silva, que deixou o campo logo no começo reclamando de contusão no joelho esquerdo. O médico Sérgio Freire Filho vai esperar até amanhã para submetê-lo a exame de imagem, mas existe a suspeita de rompimento dos ligamentos cruzados, o que o impediria de atuar no restante da temporada. Se isso se confirmar, o clube partirá em busca de um jogador para a posição.