Cruzeiro

Tinga sente falta de protesto pacífico: "a gente acaba se sentindo sozinho"

Jogador esteve em campo contra Figueirense, mas não ajudou clube a conquistar triunfo

Luiz Martini

Policiais e imprensa estavam em maior número do que torcedores em Confins
O placar adverso em Florianópolis – derrota por 2 a 0 para o Figueirense -, e a sequência de três jogos sem vencer no Brasileiro deixaram a sensação no volante Tinga de que a torcida celeste faria um protesto no desembarque dos jogadores, nesta quinta-feira, em Confins. Mas para surpresa do jogador, apenas dois torcedores uniformizados acompanharam a chegada celeste e o clima foi tranquilo no saguão do aeroporto.


"Nunca vivi isso na carreira. Mas acredito que a cobrança que não se exceder é válida. A própria torcida não vir, a gente acaba se sentindo sozinho. Acho que todo protesto sem violência é válido. E nós temos de corresponder em campo", disse Tinga.

 

Questionado sobre a possibilidade de trocar de técnico, devido ao momento complicado do time, o volante mostrou apoio a Celso Roth.“Sempre me posicionei no futebol que quando ganha é todo mundo. Quando perde também é todo mundo. Apesar de nossa cultura no Brasil de que a primeira cabeça é do treinador, eu tenho consciência de que nós jogadores não estamos fazendo o melhor. Eu me coloco com mesmo grau de erro de todos os jogadores e a comissão técnica”

Antes do revés em Santa Catarina, o time celeste perdeu para Sport (2 a 1) e Botafogo (3 a 1). Apesar da série negativa, o clube azul é o oitavo colocada na tabela. Para tentar a recuperação no Nacional, a equipe pega o Vasco, no domingo, às 16h, em Varginha.