Cruzeiro

Roth fala sobre cobranças e pede cuidado com atletas que são alvos de protestos

Treinador diz que falta de vitórias provoca ira contra treinador e jogadores expoentes

Luiz Martini

Treinador comentou sobre protestos da torcida e pediu calma com jogadores visados

Parte da torcida celeste provou que não tem mais paciência com o técnico Celso Roth ao gritar o nome de Felipão, no duelo contra o Vasco, nas arquibancadas do Estádio Melão, em Varginha. Porém, a ausência de resultados positivos não provocou revolta apenas contra o treinador e, na última semana, um ídolo do clube entrou na mira de alguns torcedores. Antes do embarque para São Paulo, o goleiro Fábio foi recepcionado com pés de alface, por cerca de 30 torcedores, que protestavam contra as falhas do goleiro. Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o comandante azul discursou sobre o assunto.


“Eu acho que temos que ter cuidado com o momento em que não acontecem resultados positivos. Além do treinador, jogadores expoentes do clube são cobrados. Casos do Fábio, que é um ídolo do clube, e do Montillo. Estamos num momento de conseguir uma sequência de vitórias. O time está jogando um futebol melhor. É claro que o jogo de Varginha foi diferente do Morumbi. Está tudo difícil para a gente. Pode ver que eles apresentaram um jogador (Ganso) e colocaram 40 mil pessoas no estádio contra o Cruzeiro”, disse o técnico.

Para Roth, o desempenho dos últimos confrontos apresentou evolução no Cruzeiro e o clube tem tudo para retomar o caminho das vitórias depois de cinco jogos sem vencer.

“Se conforta, se é que existe conforto na derrota, é ter jogado bem. O São Paulo pediu para perder o jogo, mas não fizemos o gol antes. Clássico é assim. O que me deixa mais tranquilo é isso. Vínhamos de apresentações horríveis para Sport e Figueirense, mas as duas últimas, contra Vasco e São Paulo, apesar da derrota, me deixaram mais esperançoso. Esse jogo contra o Internacional é importantíssimo para rever o quadro do campeonato”.

Diálogo na Toca

O técnico revelou que, antes do treinamento desta terça-feira, ele teve uma conversa com o grupo.”Tivemos uma conversa rápida com os jogadores no vestiário. E eu coloquei para eles que nos últimos dois jogos o desempenho foi melhor. São momentos de provações. O futebol é assim”, completou.

Por fim, o treinador justificou as dificuldades em conquistar os três pontos pela falta de jogadores à disposição. Como a torcida não consegue decorar a escalação titular do Cruzeiro por causa das mudanças constantes, Roth considera normal a contestação, mas cita que as alterações são por motivos que não estão sob o seu controle.

“Nós fizemos seis contratações desde que eu cheguei aqui. De todas, o único disponível é o Borges, que foi liberado semana passada. A gente não tem repetido time por causa das lesões. De uma rodada para outra, eu tenho feito a palestra no PowerPoint e temos 26 escalações diferentes. Não fique admirado porque o torcedor não saiba o time do Cruzeiro, é normal, a gente não consegue repetir. Temos que jogar e ganhar de um time com contratações milionárias. É o futebol e, infelizmente, o Cruzeiro está assim."