Cruzeiro

Carnaval celeste em Salvador

Cruzeiro derrota o Vitória na Bahia e comemora o tri brasileiro com toda a justiça

Paulo Galvão
Enviado especial a Salvador


Os atacantes Dagoberto e Willian festejam o primeiro gol celeste no Barradão, que abriu caminho para a vigésima terceira vitória da equipe da Toca da Raposa e valeu a conquista do título

A festa da conquista do título brasileiro de 2013 pelo Cruzeiro começou no domingo e teve prosseguimento ontem, no Barradão, onde o time celeste venceu o Vitória por 3 a 1. Ainda que não tivesse vencido, a taça estava garantida, pois o Criciúma venceu o vice-líder, Atlético-PR, por 2 a 1, no interior catarinense, em jogo que começou 50 minutos antes. Assim, antes mesmo de a bola rolar na capital baiana os torcedores celestes já comemoravam. Afinal, às 21h30, o Tigre já havia feito 2 a 0 no Furacão, resultado que dava matematicamente o título aos mineiros depois de 10 anos.

Agora, a Raposa cumprirá tabela nos quatro jogos que lhe restam este ano, podendo descansar os atletas, dar ritmo a outros e ainda iniciar o planejamento para 2014, quando volta à Copa Libertadores depois de dois anos. Além disso, poderá brindar sua torcida com outras boas exibições.

A conquista anunciada não impediu que alguns torcedores se emocionassem bastante ontem. Ainda mais se dentro de campo estivesse o próprio irmão. Como ocorreu com Eliseu e Lucilene, que viram da arquibancada o mano Borges comemorar mais um título brasileiro.

Acompanhado dos filhos, eles se mostraram tensos antes do jogo, mas quem realmente ficou nervosa foi a mãe dos três, Lúcia Helena, que ficou em casa e mantinha contato constante com eles por telefone. “Ela não aguenta a emoção”, explicou Eliseu, logo após pedir à mãe para rezar para dar tudo certo para o artilheiro e também para o Cruzeiro.

Se foi pelas orações ou não, Borges quase abriu o placar aos 21min, quando tentou de puxeta e por pouco não marcou, como já havia feito ao abrir o placar nos 3 a 0 contra o Grêmio, no domingo, no Mineirão.

Mas certamente o coração da família Borges bateu mais forte três minutos depois, quando Marquinhos teve a chance de marcar para o Vitória. Fábio fez defesa milagrosa. As preces também valeram em dois lances ainda no primeiro tempo. Escudero bateu por cima, e Dinei desperdiçou pelo lado, ambos em condições muito privilegiadas.

Quem não desperdiçou foi Willian. O atacante aproveitou boa jogada de Ricardo Goulart e abriu o marcador aos 36min. Assim, mesmo que o Furacão tivesse diminuído em Criciúma para 2 a 1, a festa celeste não diminuiu no Barradão.

FESTA NO INTERVALO Quando estavam voltando para o segundo tempo, os jogadores celestes foram informados que o jogo em Criciúma havia terminado. Assim, começaram a pular e festejar como os torcedores.

Nem mesmo o gol de Dinei, após falha coletiva, aos 5min, diminuiu a alegria celeste. Até porque Júlio Baptista, 20 minutos mais tarde, recolocou os mineiros em vantagem, depois de passe de Willian. Ricardo Goulart ainda fez o terceiro, aos 35min, garantindo de vez o carnaval em pleno novembro na Bahia e onde mais tiver um cruzeirense.

Vitória 1 x 3 Cruzeiro

Vitória: Wilson; Ayrton (Pedro Oldoni 37 do 2º), Victor Ramos, Kadu e Juan; Marcelo (Euler 18 do 2º), Cáceres, Renato Cajá (Willian Pica-pau, intervalo) e Scudero; Marquinhos e Dinei
Técnico: Ney Franco

Cruzeiro: Fábio; Mayke, Dedé, Leo e Egídio (Éverton, intervalo); Leandro Guerreiro, Lucas Silva, Willian, Ricardo Goulart e Dagoberto (Tinga 26 do 2º); Borges (Júlio Baptista 19 do 2º)
Técnico: Marcelo Oliveira

Estádio: Barradão
Gols: Willian 36 do 1º; Dinei 5, Júlio Baptista 25 e Ricardo Goulart 35 do 2º
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Carlos Berkenbrock e Neuza Inês Back (SC)
Cartão amarelo: Juan, Victor Ramos, Borges, Willian Pica-pau
Pagantes: 27.168
Renda: R$ 361.447