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Presidente eleito do Cruzeiro confirma conversas com Marcelo Djian e vibra com aprovação do nome

Wagner Pires de Sá disse que contatos estão sendo feitos por Itair Machado

Tiago Mattar
Marcelo Djian deverá ser um dos homens do futebol do Cruzeiro a partir da próxima temporada - Foto: Instagram/Reprodução
Eleito para a presidência do Cruzeiro no próximo triênio, Wagner Pires de Sá confirmou ao Superesportes que tem conversas avançadas com Marcelo Djian. O objetivo da nova gestão é que o ex-zagueiro já participe da transição de diretoras e que assuma uma função no departamento de futebol a partir da próxima temporada. O responsável pelas tratativas com Djian é Itair Machado, homem de confiança do novo mandatário cruzeirense e provável vice-presidente de futebol em 2018.

“Estou viajando. O Itair está nos Estados Unidos. Os dois mantiveram conversas nos últimos dias, os contatos estão bem avançados. Mas diferentemente do Marco Antônio Lage, que já está trabalhando, com o Djian ainda não tem nada assinado”, disse, em tom de cautela, antes de comemorar a aprovação do nome entre conselheiros e torcedores. “Todo mundo concordou com essa escolha, foi um nome muito bem aceito no Cruzeiro, entre os conselheiros, e também entre a torcida nas redes sociais”, complementou.

A reportagem confirmou com os principais cabos eleitorais de Wagner no Conselho Deliberativo que o nome do ex-zagueiro do Cruzeiro foi bem recebido. O novo presidente tenta readquirir a confiança de seus pares depois de uma pós-eleição turbulenta, com a saída do então vice de futebol, Bruno Vicintin, e o anúncio da não permanência do gerente de futebol Tinga em 2018.
A contratação de Marco Antônio Lage e a intenção de contar com Djian, além da montagem do grupo de transição, amenizaram as consequências das perdas.

Marcelo Djian defendeu as cores do Cruzeiro entre 1997 e 2001 e marcou cinco gols em 181 jogos. Na Toca da Raposa II, conquistou o Campeonato Mineiro e a Recopa Sul-Americana de 1998 e também foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro daquele ano. Em 2000, participou da campanha que rendeu ao clube celeste seu terceiro título de Copa do Brasil. A identificação de Djian com o Cruzeiro foi preponderante para a escolha, segundo interlocutores do novo presidente.

Depois de abandonar os gramados, Djian virou empresário de atletas. Agenciou, entre outros, o atacante Wellington Paulista e o zagueiro Anderson, que passaram pelo Cruzeiro, e o lateral Thiago Feltri, ex-Atlético. Ele tinha a hoje extinta licença Fifa, que tirou em maio de 2003. 

O Superesportes tenta contato com Marcelo Djian desde a manhã dessa segunda-feira, mas ele não atendeu as ligações e não respondeu as mensagens. 

Olhos de lince

Há algum tempo, Djian não exerce mais a função de agente de jogadores. Passou a ficar, exclusivamente, na representação do Lyon no Brasil. Ele defendeu o clube francês entre 1993 e 1996 e estreitou lanços com a direção. Foi por indicação de Marcelo que a equipe levou para o velho continente jogadores como Edmílson, Caçapa, Juninho Pernambucano, Cris, Fred, entre outros. 

"Indico e o Bernard Lacombe, que é o diretor de futebol e foi um atacante muito famoso, vem ao Brasil. Ele tem um bom olho, vê sempre duas ou três partidas de cada um e nós conversamos. Há uma confiança grande no meu trabalho, mas até prefiro que ele venha e olhe", disse Djian em entrevista ao portal Terra, em abril de 2010.

Em julho de 2015, Djian indicou ao Lyon a contratação do zagueiro Jemerson, então revelação do Atlético. O negócio acabou não evoluindo. Hoje titular absoluto do Monaco, rival no Campeonato Francês, o defensor é constantemente lembrado por Tite na Seleção Brasileira.
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