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CAMPEONATO BRASILEIRO

Cruzeiro deixa Z4, mas é vaiado no Mineirão por empate e atuação ruim contra o Avaí

Time celeste decepcionou torcida com empate por 0 a 0 nesta segunda

Rafael Arruda
Thiago Neves, Fred e Cacá se mostraram abatidos no fim do jogo contra o Avaí - Foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press
O Cruzeiro deixou a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, mas não como gostariam os mais de 21 mil torcedores que compareceram ao Mineirão na noite desta segunda-feira. Com atuação ruim, marcada pelos sucessivos erros de passes e cruzamentos, o time celeste não saiu do 0 a 0 diante do lanterna Avaí, chegou ao 15º empate na competição e recebeu muitas vaias no estádio. O resultado faz a Raposa encerrar a 33ª rodada em 16º, com 36 pontos, um a mais que o Fluminense, 17º. Já a equipe catarinense, com 18, está matematicamente rebaixada à Série B.

Para se recuperar no Brasileiro, o Cruzeiro terá de bater o Santos, terceiro colocado, com 65 pontos, em plena Vila Belmiro. As equipes duelam no próximo sábado, às 21h, pela 34ª rodada. Principal concorrente dos mineiros, o Fluminense pegará o CSA na segunda-feira (25/11), às 20h, no Estádio Rei Pelé, em Maceió. O Ceará (15º, com 36) receberá o São Paulo, às 19h de domingo, no Castelão, em Fortaleza, enquanto o Botafogo (14º, com 36) medirá forças com o Corinthians, às 18h, no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro.

O jogo


Com David e Marquinhos Gabriel pelas beiradas de campo e Sassá no lugar de Fred, que foi para o banco de reservas de última hora por ter sido liberado da concentração para visitar o filho no hospital, o Cruzeiro começou a partida contra o Avaí de maneira promissora. Aos 3 minutos, Éderson recebeu na direita e ajeitou para Orejuela, que chegou batendo forte, no ângulo, para grande defesa de Vladimir.

Seria o início de pressão intensa? Na posse de bola, sim.
Segundo o Footstats, o time de Abel Braga teve índice de 71% no primeiro tempo. Na criatividade, não. As tentativas de avanço ocorriam basicamente pelo lado esquerdo, com David, contestado pelo público no Gigante da Pampulha por causa de erros em passes e cruzamentos.

A insistência em bolas alçadas facilitou o trabalho dos defensores do Avaí. Eduardo Kunde, de 1,87m, e Marquinhos, de 1,94m, não deram chance a Sassá, de 1,74m. Seria exigir demais do camisa 99 celeste, que se mostra efetivo na disputa corpo a corpo em jogadas por baixo, porém não tem tanta qualidade no cabeceio.

Na etapa inicial, o Cruzeiro tentou 37 cruzamentos. Apenas cinco foram certos. Já o Avaí, embora tivesse pegado menos na bola, conseguiu duas finalizações corretas - uma de Lourenço, aos 21’, e outra com Vinícius Araújo, de bicicleta, aos 24’. O atacante Caio Paulista ainda desperdiçou ótima chance de contra-ataque, aos 46’, quando foi desarmado por Orejuela.

No segundo tempo, Abel Braga colocou Pedro Rocha, atacante de característica de drible, no lugar de Marquinhos Gabriel. Esperava-se que a entrada dele pudesse colaborar para uma boa jogada individual, mas o Cruzeiro seguiu nervoso e tomando as piores decisões quando tinha a bola no ataque.

Aos 15’, Abel recorreu a Fred para ‘povoar’ a área do Avaí. David foi sacado. Em certo momento, os 11 atletas do time visitante se posicionavam atrás da linha da bola, enquanto o Cruzeiro girava de um lado para o outro, entre Orejuela, Cacá, Henrique, Fabrício Bruno e Dodô, sem achar espaço.

Aos 26’, Pedro Rocha 'cavou' uma falta perto da meia-lua ao finalizar na mão do defensor do Avaí. Na cobrança, Thiago Neves tentou buscar o ângulo direito, porém chutou para fora. Aos 30’, Abel fez a última substituição, com Robinho no lugar de Éderson. Assim que o camisa 19 pisou no gramado, o Avaí levou perigo.
Pedro Castro soltou a bomba de longa distância, e Fábio teve dificuldades para espalmar.

Na reta final, o Cruzeiro partiu para o abafa, mas sem repertório para produzir algo diferente de 'chuveirinho na área' (51 erros nesse fundamento!). Os 17 escanteios ao longo da partida foram, em sua maioria, afastados pelos catarinenses. Em alguns, o zagueiro Cacá, muito participativo no ataque, cabeceou fraco. Nos acréscimos, o torcedor ficou com o grito de gol preso na garganta. Na risca da pequena área, Thiago Neves testou ao lado direito após assistência de Dodô e desperdiçou a chance derradeira de matar o jogo.

CRUZEIRO 0X0 AVAÍ


CRUZEIRO
Fábio; Orejuela, Cacá, Fabrício Bruno e Dodô; Henrique e Éderson (Robinho, aos 30min do 2ºT); Marquinhos Gabriel (Pedro Rocha, no intervalo), Thiago Neves e David (Fred, aos 15min do 2ºT); Sassá
Técnico: Abel Braga

AVAÍ
Vladimir; Lourenço, Eduardo Kunde, Marquinhos e Igor Fernandes; Luanderson (Wesley, aos 39min do 2ºT), Pedro Castro, Richard Franco e Luan Pereira (Matheus Barbosa, aos 16min do 2ºT); Caio Paulista e Vinícius Araújo
Técnico: Evando

Cartões amarelos: Thiago Neves, aos 35’ do 1ºT; Pedro Rocha, aos 40min do 2ºT (CRU); Igor Fernandes, aos 24min, Vinícius Araújo, aos 42min do 2ºT

Motivo: 33ª rodada do Campeonato Brasileiro

Estádio: Mineirão

Data: segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Árbitro: Diego Pombo Lopez (BA)

Assistentes: Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Elicarlos Franco de Oliveira (BA)

VAR: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Pagantes: 15.012

Presentes: 21.217

Renda: R$ 285.904,50



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