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CRUZEIRO

Procópio critica jogadores do Cruzeiro e 'se coloca à disposição' ao lado de campeões de 1966: 'Luta e vergonha na cara não vão faltar'

Ex-zagueiro diz que atletas não têm compromisso com a camisa celeste

Redação
Segundo Procópio, jogadores não têm demonstrado compromisso com o Cruzeiro - Foto: Jair Amaral/EM D.A Press
Depois de empatar por 0 a 0 com o Avaí, nessa segunda-feira, no Mineirão, o Cruzeiro permaneceu próximo à zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, em 16º lugar, com 36 pontos, um a mais que o Fluminense, 17º. Para seguir fora da degola sem depender de outros resultados, terá de vencer o Santos, terceiro colocado, com 65. A partida acontecerá no sábado, às 21h, na Vila Belmiro, pela 34ª rodada.

Em postagem crítica no Twitter, o ex-zagueiro Procópio Cardozo, ídolo do clube nas décadas de 1960 e 1970, afirmou que “essa turma que está aí não tem compromisso com a camisa do Cruzeiro”. No Brasileiro de 2019, a equipe celeste tem sete vitórias, 15 empates e 11 derrotas, com 26 gols marcados e 36 sofridos.

Em clara alusão à Taça Brasil de 1966, da qual o Cruzeiro se sagrou campeão ao vencer o Santos na final - 6 a 2, no Mineirão, e 3 a 2, no Pacaembu -, Procópio se ‘colocou à disposição’ do técnico Abel Braga e prometeu ainda fazer contato com outros grandes nomes daquela conquista, como o volante Piazza, o meia Dirceu Lopes, o ponta-direita Natal e o centroavante Evaldo. Segundo ele, ainda que pese a faixa etária de 70 a 80 anos, “luta e vergonha na cara não vão faltar”.


“Como o próximo jogo é contra o Santos, vou ligar para o Natal, para o Evaldo, para o Piazza e para o Dirceu e vamos nos colocar à disposição do Abel. Mesmo na idade que estamos, tenho certeza que honraremos a camisa. Luta e vergonha na cara não vão faltar”, escreveu.

Nascido em Salinas, no Norte de Minas Gerais, em 21 de março de 1939, Procópio jogou pelo Cruzeiro de 1959 a 1961, e, posteriormente, a partir de 1966. Em 1968, teve a carreira interrompida por uma lesão provocada justamente por Pelé, do Santos, em duelo pela Taça de Prata.

Após se afastar dos gramados por cinco anos e cursar educação física na Universidade Federal de Minas Gerais, Procópio retornou ao futebol e vestiu a camisa celeste de 1973 a 1974.
Em 212 partidas pela Raposa, marcou seis gols. Ele celebrou, além da Taça Brasil de 1966, seis edições do Campeonato Mineiro: 1959, 1960, 1961, 1967, 1968 e 1973.

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