Em 2017, Salomé foi personagem da série Paixões, produzida pelo Superesportes e pelo Estado de Minas, justamente por ter um amor incondicional pelo Cruzeiro. Durante as gravações, ela abriu as portas de sua ‘casa azul’ para a reportagem e confirmou ser uma cruzeirense especial. Um bandeirão enfeitava o jardim de entrada. O varal só tinha espaço para camisas do clube. Ao fundo, banners de eleições passadas no Cruzeiro com rostos de Zezé Perrella e Gilvan de Pinho Tavares demarcavam o espaço onde ela criava o canarinho Marcelo Moreno, o pássaro preto Alex Alves e dois papagaios: Adilson Batista e Bob Faria. Homenagem a ídolos e ao comentarista que ela admirava.
Dentro de casa, os objetos do Cruzeiro estavam por toda parte. Naquela entrevista, ela já demonstrava que o desempenho do time em campo influenciava até na sua saúde. “Dia de jogo do Cruzeiro, eu nem consigo comer direito, perco a fome, perco o sono”.
Raposa empalhada era o item mais curioso da casa de Salomé, em Contagem - Foto: Bruno Furtado/EM/D. A Press
Desde a década de 1990, Salomé era funcionária do Cruzeiro e trabalhava como faxineira no clube social do Barro Preto.
A cruzeirense foi velada nessa quarta-feira no Ginásio do Riacho, em Contagem, onde foi muitas vezes acompanhar o time de vôlei do Cruzeiro. O sepultamento foi em Santa Luzia.
Papagaio Adilson Batista no quintal de Salomé - Foto: Bruno Furtado/EM/D. A Press