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Cruzeiro fecha acordo com corretora para abertura de capital, diz parceiro

Régis Campos publicou foto de reunião ao lado do presidente do clube, Sérgio Rodrigues

postado em 23/07/2021 18:13 / atualizado em 24/07/2021 00:00

(Foto: Igor Sales/Cruzeiro - 06/2020)
Conselheiro do Cruzeiro, ex-patrocinador do clube e parceiro da atual administração, o empresário Régis Campos anunciou, nesta sexta-feira, que o clube fechou um acordo com a corretora de valores XP Investimentos

A companhia, de acordo com Régis, ficará responsável por captar investimentos para a futura Sociedade Anônima do Futebol (SAF) que o Cruzeiro espera criar nos próximos meses e também abrir o capital na bolsa de valores. O empresário, que é dono da Emccamp Residencial, publicou a informação em seu Instagram.

"Encontro com a diretoria da XP em São Paulo com o presidente do Cruzeiro (Sérgio Rodrigues). Fizemos uma parceria para o Cruzeiro (clube-empresa). Eles vão abrir o capital do Cruzeiro e captar recursos para nós", escreveu.

(Foto: Reprodução)

O projeto de lei 5.516/2019, que cria a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e concede aos clubes novas possibilidades de obtenção de recursos, foi aprovado no último dia 14 na Câmara dos Deputados. Antes, a matéria já havia sido aprovada pelo Senado Federal em 10 de junho.

Para passar a valer, a lei só depende agora da sanção do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em entrevista à Itatiaia, nesta semana, ele indicou que aprovará o texto, de autoria inicial do senador mineiro Rodrigo Pacheco (Democratas).

Processo complexo


Em entrevista ao podcast Superesportes Entrevista, no último dia 16, o economista e consultor do Banco Itáu BBA, Cesar Grafietti, alertou, que a abertura de capital na bolsa de valores ainda deverá levar algum tempo.

"Para virar uma S.A., ação em bolsa, vai levar mais tempo ainda. Você precisa organizar a estrutura, você precisa ter três anos de um balanço bem auditado, você precisa ter um período de reestruturação da companhia, para fazer sentido você ir para a bolsa de valores", explicou.

"Quando você vira uma empresa de capital aberto, você tem custos maiores do que de uma LTDA, ou de uma SAF de capital fechado. Precisa ter uma estrutura robusta para ir para a bolsa. Não pode ser qualquer um que resolve abrir capital e ir para lá. É um processo que deve levar muito mais tempo. Pensar em capital aberto, em bolsa, é um processo mais longo, de três, quatro anos", alertou Grafietti

O economista apontou o que ele acredita que acontecerá até que o Cruzeiro esteja de fato estruturado para abrir o capital na bolsa de valores.

"O que deve acontecer, uma suposição bem otimista, é que em seis meses, oito meses, o clube consiga estruturar a SAF, encontrar o investidor e, aí sim, se transformar efetivamente em empresa. Até lá, o máximo que vai acontecer é criar a SAF e separar os ativos dos passivos. O que vai ficar de um lado (associação) e o que vai ficar de outro (SAF). Depois, que vai atrás do investidor. É prematuro acreditar que o Cruzeiro vai terminar 2021 como uma empresa, com sócio e tudo mais, exceto se for uma grande ação entre amigos, com empresários cruzeirenses". 

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