"Quando se faz alguma coisa que não é totalmente correta, só posso dizer desculpas para todas aquelas pessoas que se sentiram atingidas pelas minhas declarações", declarou Blatter. "Isto me magoou e ainda estou magoado porque eu não podia prever estas reações", completou.
O presidente havia dado a entender que problemas com racismo em campo não deveriam ser levados para fora da esfera esportiva e que tudo deveria se resolver entre os próprios jogadores. Como resposta, Ferdinand disse que o comentário era "condescendente" e "quase risível", enquanto David Cameron e Beckham avaliaram como "espantosa" a declaração.
A reação parece ter feito Blatter repensar sua opinião sobre o assunto e nesta sexta ele afirmou que terá "tolerância zero" com estes casos. "Esta foi uma boa lição para mim também", disse o dirigente, que viu a onda de insatisfação na Inglaterra em relação a ele crescer ainda mais com o episódio.
A relação entre as partes não é boa desde que o país perdeu a eleição para sediar a Copa do Mundo de 2018, vencida pela Rússia. A partir daí, os ingleses lideraram a investigação sobre supostas irregularidades na Fifa e chegaram a pedir a Blatter que se retirasse do seu cargo.
"Eu não posso renunciar", declarou o mandatário à rede de TV inglesa BBC. "Por que eu deveria? Deixar o cargo seria totalmente injusto e não compatível com o meu espírito de luta, meu caráter, minha energia", completou.