Paquetá, que está no comando da Líbia desde julho de 2010, fez alguns pedidos para a federação do país, como a resolução de pendências financeiras, a renovação de contrato de sua comissão técnica e melhorias nas condições de trabalho. Sua permanência na seleção também foi dificultada pelo clima instável gerado a partir das revoltas do último ano, que provocaram a deposição do ditador Muammar Kaddafi do poder.
“Infelizmente a Federação da Líbia admitiu que continuará sem condições cumprir com os compromissos que acordamos na minha chegada. Essa situação estava dificultando muito meu trabalho aqui e, por isso, vou conversar com eles para rescindir amigavelmente o contrato. O povo líbio tem um carinho enorme por mim por todas as melhorias que aconteceram no período em que estive à frente da seleção. Os jogadores ficaram muito tristes quando souberam que eu não deveria continuar. Por tudo isso, desejo sorte ao país em seu processo de reconstrução”, declarou Paquetá, que deve permanecer trabalhando no futebol estrangeiro.
“Alguns clubes do continente africano e do Oriente Médio me procuraram. Recebi também sondagens envolvendo o futebol brasileiro, mas eu prefiro resolver essa questão com a Líbia antes de iniciar qualquer tipo de conversa sobre meu futuro”, disse o treinador.