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Atacante do Union Berlin convoca atletas para lutar contra o racismo

Anthony Ujah está incentivando outros jogadores a serem mais proativos

postado em 06/06/2020 14:17

(Foto: Divulgação/Union Berlin)
  
Na Alemanha, o atacante nigeriano do Union Berlin, Anthony Ujah, está incentivando outros jogadores a serem mais proativos na luta contra o racismo. O estímulo para que seus colegas sejam antirracistas vem em meio a uma onda de protestos especialmente nos Estados Unidos, onde George Floyd, de 46 anos, foi morto após ação policial.

"Quando olho para um jogador como Thomas Muller, que significa muito para os alemães, mesmo um post (nas redes sociais) dele é uma afirmação forte", escreveu Ujah em um editorial publicado pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung.

"Todo mundo no futebol sabe quem é Thomas Muller. E toda criança que quer ser como Thomas Muller, ou como Manuel Neuer ou Joshua Kimmich, e quem segue seu ídolo nas mídias sociais pode ver o posicionamento dessas estrelas", analisou o jogador nigeriano, cobrando um posicionamento de seus colegas de profissão.

Citado por Ujah, Muller, atacante da Alemanha e do Bayern de Munique, usou seu Twitter recentemente para se posicionar contra o racismo. "O sinal deve ser que não importa como parecemos ou falamos. Eu não sei como explicar, mas o esporte tem o poder de levar as pessoas juntos", disse Muller em um vídeo que também mostrava outros jogadores da Bundesliga.

Ujah foi o primeiro jogador da liga alemã a reagir nas redes sociais ao assassinato de George Floyd, um homem negro que morreu asfixiado em Minneapolis, nos Estados Unidos, após ter seu pescoço pressionado pelo policial branco Derek Chauvin por cerca de oito minutos. A abordagem foi filmada e logo o vídeo percorreu o mundo inteiro.

Outros jogadores da Bundesliga, incluindo os norte-americanos Weston McKennie, Zack Steffen e Tyler Adams, também expressaram solidariedade com postagens nas mídias sociais ou ações no gramado. O inglês Jadon Sancho, estrela do Borussia Dortmund estampou a frase "Justiça por Floyd" em sua camisa e o atacante francês Marcus Thuram, filho do ex-jogador Lilian Thuram, protestou ajoelhando no gramado após marcar um de seus gols na goleada do Borussia Mönchengladbach sobre Union Berlin por 4 a 1 Ao ajoelhar-se no campo, Thuram repetiu o ex-jogador da NFL Colin Kaepernick, que ficou conhecido mundialmente ao fazer o gesto durante a execução do hino nacional norte-americano como forma de protesto contra a violência policial a negros.

Em 2014, Ujah também protestou contra a morte de outro homem negro, Eric Garner, que morreu depois que um policial o colocou no que parecia ser um estrangulamento.

Na ocasião, antes de morrer, Garner suplicou: "Não consigo respirar", palavras repetidas por Floyd no dia da sua morte.

"Se eu conseguir que apenas cinco ou dez pessoas mudem sua maneira de pensar sobre mim, então cumpri meu papel", escreveu Ujah. "Qualquer coisa que alguém faz é melhor do que não fazer nada".

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