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Diretor do Sport revela que elenco recebe premiações por metas alcançadas na Série B

Nelo Campos fala que atletas leoninos têm ganho o popular 'bicho', mas que valores variam por objetivos e não por resultados

postado em 08/11/2019 07:30 / atualizado em 07/11/2019 20:18

(Foto: Leandro de Santana/Esp. DP Foto)
As premiações em dinheiro são um fator intrínseco ao mundo do futebol na atualidade. Todos os jogadores bem sucedidos querem ser bem remunerados pelos seus clubes. No Sport, isso não é diferente. Apesar de vir de grande crise financeira nos últimos anos, o Rubro-negro tem conseguido resultados expressivos em campo em 2019, o que faz com que os jogadores passem a ser cada vez mais valorizados. Um modo de valorização dos atletas que é bem disseminado no país é o popular “bicho”, que se trata de uma remuneração extra paga ao elenco por vitórias, campeonatos, classificações e/ou metas traçadas. 

Com o dinheiro um pouco mais curto em 2019, o Leão tem adotado a estratégia de pagamento do “bicho” por metas. A cada novo objetivo alcançado, a premiação é reajustada pela diretoria de modo a manter os atletas sempre motivados, em especial, na disputa da Série B, que é considerada a principal competição a ser jogada pelo Rubro-negro e, na qual, o acesso é tratado quase como obsessão dentro do clube. 

“O nosso bicho foi traçado desde o início da Série B. Temos metas e conforme formos alcançando estas metas estamos alterando os valores. O planejado está sendo cumprido. Estamos com um pequeno atraso, mas já estamos fazendo uma campanha para regularizar a situação”, contou o dirigente. 

O modo de premiar os atletas que vem sendo aplicado difere do que é feito pelo já promovido Bragantino, que é o adversário a ser desbancado pelo Sport em uma virtual luta por título. O Massa Bruta adotou a fórmula de pagar o bicho de R$ 3 mil aos seus atletas por ponto conquistado. Atualmente, com 65 pontos, o novo rico do futebol nacional, que teve um orçamento de R$ 45 milhões disponibilizados pela sua mecenas, teria entregue a cada atleta relacionado durante a campanha em média R$ 195 mil até agora. 

O Sport, por sua vez, contou com um orçamento bem mais modesto. As principais fontes de renda do clube pernambucano para a disputa da Série B passaram pela cota de TV recebida para participar da competição, além das rendas obtidas com as partidas jogadas na Ilha do Retiro e a soma da remuneração gerada por contratos com patrocinadores, que não tiveram valores revelados. 

Levando em conta estes números, o Leão dispôs de pouco mais de R$ 9 milhões, somando os R$ 5,6 milhões da cota de TV mais os quase R$ 3,5 milhões das rendas das 15 partidas realizadas com mando de campo leonino, algo que gira em torno de 20% do investimento da patrocinadora do Bragantino para a Série B, sendo que o Leão contou com vários patrocinadores, enquanto o Massa Bruta teve “apenas” a Red Bull.  

As dívidas 

Com perda radical de receitas com o rebaixamento à Série B (caindo de R$ 35 mi para R$ 5,6 mi), o Sport rasgou na própria carne em 2019 e partiu para fazer uma investigação do passivo herdado pelo presidente Milton Bivar de gestões anteriores. No mês de agosto, em reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, foi apresentado o resultado da auditoria dos balanços entre os anos de 2015 e 2018, que revelaram um rombo de mais de R$ 200 milhões, mais de R$ 80 mi em patrimônio líquido perdido e, por fim, uma dívida de R$ 18 mi em contas de TV com a Rede Globo.