Futebol Nacional

SPORT

Escalação, rendimento e cenários: perto da volta, relembre o Sport antes da parada

Após mudança de comando, equipe vinha tentando se encontrar na temporada

postado em 13/07/2020 07:35 / atualizado em 13/07/2020 08:44

(Foto: Divulgação/ CSC)
Após várias indefinições, o Sport já tem data para entrar em campo em meio à pandemia do coronavírus. E quando enfrentar o Santa Cruz, neste domingo, às 16h, na Ilha do Retiro, pela última rodada da primeira fase do Estadual, serão mais de quatro meses desde a última partida antes da suspensão, a derrota por 2x1 para o Ceará pelo Regional, em 15 de março.

E diante desse longo hiato, o Diario de Pernambuco relembra como vinha a equipe, desde a escalação e ideias de Daniel Paulista, o aproveitamento com o técnico e os cenários que se apresentam. Confira abaixo.

Escalação
Assim que chegou ao clube, no dia 17 de fevereiro, Daniel Paulista determinou o fim do rodízio entre competições, selecionando Luan Polli como titular da meta. Na linha defensiva, manteve Raul Prata na lateral direita, Sander na esquerda e Adryelson na zaga, acionando Rafael Thyere ao lado do prata da casa. Este, no entanto, machucou-se e ficou fora dos últimos jogos, dando lugar a Cleberson (atualmente fora dos planos). Contratado na semana pré-parada, Iago Maidana foi apenas reserva contra o Vozão.

No meio, prontamente alçou Rithely (atualmente negocia saída) à titularidade para adquirir ritmo - o atleta vinha sendo usado aos poucos por Guto Ferreira. O outro volante era Willian Farias, jogador mais regular do time. Com a função mais criativa, manteve Mugni - recém-contratado, Jonatan Gomez ainda não havia adquirido condição de atuar 90 minutos.

Na frente, com Barcia lesionado, testou Ewandro (ante o Salgueiro), Yan (contra o Santa Cruz) e Maxwell (diante do Ceará), mas nenhum mostrou a regularidade apresentada por Marquinhos, titular na outra ponta do ataque. Até por isso, depois da vitória sobre o Tricolor do Arruda, abriu a possibilidade de acionar Elton atuando ao lado de Hernane.

Rendimento
Daniel Paulista mudou também a filosofia do time e  o posicionamento das peças, mais especificamente na faixa central. Alinhou a dupla de volantes à frente da área e centralizou  o meia, fazendo com que atuasse entre as linhas da marcação adversária. Antes, com Guto, havia um primeiro volante fixo à frente da área, um segundo volante saindo por um dos lados e um meia mais criativo saindo pelo outro lado.

Ainda com Guto, o Sport era um time que propunha mais o jogo e trocava mais passes; com Daniel, passou a ser uma equipe mais reativa e de toques verticais, definindo mais rápido as jogadas. Isso tudo, claro, dentro de um processo de transição, sem transformação radical.

Tanto é que o time buscava se encontrar em termos de resultado. Isso porque, nos seis jogos até então com Daniel Paulista, os resultados e as atuações eram irregulares - em nenhum momento conseguiu emplacar duas vitórias seguidas entre Estadual e Regional. No total, o aproveitamento é de 44%, com dois triunfos, dois empates e duas derrotas.

Cenários
Em ambas competições o Sport não tem vaga garantida e joga a vida para avançar. No pernambucano, o Leão já está no grupo classificatório e uma simples vitória o coloca no mata-mata. Em caso de empate, chegaria às quartas de final se pelo menos um entre Central (enfrenta o Decisão) e Afogados (encara o Vitória-PE) não vencer. Sendo derrotado pelo Santa Cruz, precisaria que um entre a Patativa e a Coruja perdesse. 

Já no Regional, Diante do Confiança, além de vencer, o Sport tem que torcer por derrota do Botafogo-PB para o Vitória ou por um tropeço do ABC diante do CSA. Em caso de vitória da equipe potiguar, o triunfo do Leão terá que ser por uma diferença de dois gols a mais que a obtida pelo Alvinegro de Natal frente o time alagoano. Com um empate, só avança se o ABC perder seu jogo e o CRB não vencer o Ceará.