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Superesportes mostra algumas falhas e aberrações no regulamento do Estadual

Além das falhas, ainda há polêmica no critério de desempate das semifinais. Confira!

postado em 06/01/2013 10:18 / atualizado em 06/01/2013 12:42

Lucas Fitipaldi /Diario de Pernambuco

O novo regulamento do Campeonato Pernambucano contém falhas inacreditáveis. Algumas, verdadeiras aberrações. O Superesportes listou sete. Sem falar no polêmico critério de desempate das semifinais. As brechas são consequência de uma disputa com fases distintas sem qualquer interligação. As oito rodadas do primeiro turno, por exemplo, têm apenas um único sentido: dar ao vencedor uma vaga na Copa do Brasil. Sem Sport, Santa Cruz e Salgueiro, representantes do estado na Copa do Nordeste, o início do campeonato será completamente em vão para a grande maioria dos participantes, com exceção do campeão do turno inicial, que, mesmo assim, poderá ser rebaixado. Dá pra acreditar? A bola começa a rolar dia 20.

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O campeão pode somar o menor número de pontos

Pra começar, o time perde todos os seus oito jogos no primeiro turno. Como não há eliminação nesta fase, a reação a partir do segundo turno pode não ser suficiente para tirar a desvantagem de pontos, garantindoa quarta vaga na semifinal. Na contabilidade geral, claro. Até mesmo em relação ao lanterna (pasme!). Isso porque, ao término do campeonato, o lanterna será o último colocado do octagonal a ser disputado pelos oito times que ficarem fora das semifinais (do 5º ao 12º lugar). Isso também vale para Santa, Sport e Salgueiro, que só vão estrear no segundo turno.

O rebaixado pode ter o maior número de pontos


Segue-se a mesma lógica do primeiro tópico. Como o lanterna do octagonal será rebaixado mesmo se tiver sido campeão com 100% de aproveitamento do primeiro primeiro e terminado o segundo em 5º lugar, ele pode, sim, encerrar a participação no Campeonato com o maior número de pontos somados na contabilidade geral. A depender do desempenho dos adversários, claro.

O rebaixado pode representar o estado na Copa do Brasil


Basta ser campeão do primeiro turno. A vaga na competição nacional como prêmio foi a forma encontrada para motivar os nove participantes da primeira etapa do Campeonato. Afinal, todos já estão garantidos no segundo turno. Nesta situação hipotética, o campeão do primeiro turno não se classificaria para as semifinais no segundo turno e, posteriormente, seria rebaixado como um dos dois últimos colocados do octagonal.

Os dois finalistas podem ser definidos na sorte


Para isso acontecer, primeiro é preciso que os dois jogos das semifinais tenham resultado idêntico. Neste caso, se não houver diferença no número de cartões vermelhos (do confronto, vale ressaltar) nem de amarelos, a vaga na decisão será decidida na moedinha. O mais lógico seria fazer valer a melhor campanha ao longo do campeonato ou mesmo instituir uma prorrogação ou a tradicional disputa de pênaltis.

Na final, o time goleado no saldo geral do confronto pode ser o campeão


Isso porque o saldo de gols não será levado em conta na decisão. Ou seja, se o time A vencer o primeiro jogo por 8 a 0 e o time B arrancar apenas um 1 a 0 suado na segunda partida, haverá um jogo-extra na Arena Pernambuco. Em caso de empate, a taça será decidida nos pênaltis. No fim das contas, o time pode perder o título da seguinte forma no confronto final: com a mesma pontuação e um saldo de gols bem superior.

Um time pode perder os 19 primeiros jogos e ainda assim terminar em 5º lugar


É isso mesmo. Basta ele perder todos os oito jogos do primeiro turno e os outros 11 da primeira fase do segundo turno. Mesmo lanterna, com 0% de aproveitamento nas duas primeiras fases, o título do octagonal valeria a 5ª colocação na classificação geral do campeonato, o que poderia render uma vaga na Série D. Caso Náutico, Sport, Santa Cruz e Salgueiro necessariamente terminassem nas quatro primeiras colocações.

Nas fases finais, o pior dos quatro classificados pode ser campeão sem marcar um gol


Após dois empates sem gols nas semifinais, levaria vantagem pelo menor número de cartões no confronto. Na decisão, com mais três empates em 0 a 0, teria a chance de se sagrar campeão nos pênaltis. Isso não ocorreria no ano passado, pois a melhor campanha na primeira fase era o primeiro critério de desempate em caso de dois resultados idênticos, tanto nas semifinais como na decisão.