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A seis dias da estreia da Série D, Guarani ainda não tem elenco definido para torneio

Treinador e dirigente foram contraditórios a respeito dos jogadores contratados

Luiz Martini

Gian ainda não tem elenco contratado
O Guarani confirmou a participação na Série D do Campeonato Mineiro no apagar das luzes. Na ocasião, o presidente do Bugre, Edílson Oliveira, garantiu ao Superesportes que a equipe brigaria pelo acesso à Terceira Divisão. Mas se depender da agilidade com que o elenco é montado, a tendência é que o time de Divinópolis tenha dificuldades durante a competição.


A seis dias da estreia, contra o Friburgense-RJ, no Farião, boa parte do grupo ainda não assinou contrato com o clube e a comissão técnica trabalha com a hipótese de não contar com alguns atletas no domingo. Em entrevista, o diretor de futebol Renato Montak despistou ao comentar qual seria o plantel para a disputa da Série D.

“Apenas 30% do elenco do Mineiro deve continuar. Está praticamente definido. Mas temos que confirmar algumas peças. Talvez um ou dois cheguem para reforçar. Posso garantir que nossa folha de pagamento não passará de 70 mil reais”, disse.

Impreciso em relação à quantidade de atletas confirmados, o diretor foi desmentido pelo técnico Gian Rodrigues, que cita apenas quatro nomes garantidos para a disputa e o restante ainda em negociação.

“Temos o Negrete, o Tita, o Carlinhos e o Marcelo, todos eles que disputaram o Estadual. Então, na verdade é menos de 30%. Posso dizer que alguns estão em negociação e outros vieram para Divinópolis, mas estão treinando sem ter assinado. Estamos esperando o presidente. É perigoso soltarmos alguns nomes antes da hora e depois termos que desmentir, já que os 'caras' podem ir embora. Devemos confirmar o grupo em um ou dois dias. A gente tem 22 atletas, porém, não estamos divulgando quem são. Estamos aguardando a documentação”, afirmou.

Até os patrocinadores do Guarani são um mistério. De acordo com o diretor de futebol, 25 empresários da cidade serão responsáveis em bancar o clube no torneio. Mas o patrocínio máster, que foi do BMG no Mineiro, não é abonado pelo dirigente.

"Quem pode falar sobre isso é o presidente Edílson. Teve uma reunião com o pessoal do Banco, mas eu não sei quem vai seguir”, completou. Edílson Oliveira foi procurado pela reportagem, mas disse que passa por problemas de saúde e não teria condições de conversar no momento.

Papel em campo

Questionado se um grupo formado às pressas teria condições de brigar pela vaga na Terceirona, o técnico do Guarani adotou um discurso prudente, mas admitiu as dificuldades em relação aos adversários.

"A situação nossa é a mais complicada entre todos os clubes. Estamos montando o time em uma semana para encarar um adversário difícil. A gente conta que os reforços virão e o trabalho vai se encaixar. Contamos com a sorte de termos uma folga entre a primeira e a segunda rodada de 15 dias, tempo que dará condições de melhorar o entrosamento do grupo", finalizou.