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Último capítulo

No início da noite de hoje, a taça de campeão mineiro será levada para Lourdes ou para o vizinho Barro Preto, encerrando a 19ª decisão direta entre Raposa e Galo

Eugênio Moreira

Cruzeiro e Atlético entram em campo às 16h, no Mineirão, para decidir mais um título mineiro

Pela 19ª vez na história do Campeonato Mineiro, o clássico Atlético e Cruzeiro decide o título em confronto direto, em que qualquer um dos dois pode levantar a taça. A Raposa leva ampla vantagem no retrospecto: foi campeã 11 vezes em cima do rival, enquanto o Galo conquistou apenas seis estaduais sobre o adversário de hoje – um título foi dividido.


A primeira final ocorreu apenas em 1940, 19 anos depois da estreia do então Palestra Itália no Campeonato Mineiro. As equipes disputaram o título em melhor de três. A da colônia italiana venceu a primeira partida por 3 a 1, perdeu a segunda por 2 a 1 e levou o troféu ao fazer 2 a 0.

Na era Independência, foram três finais, com conquistas atleticanas em todas, mas uma delas dividida com os cruzeirenses. Na primeira, em 1954, o Galo foi tricampeão pela primeira vez em sua história, ganhando três dos quatro jogos decisivos (2 a 0, 3 a 0, 1 a 1 e 2 a 0) e revertendo vantagem do Cruzeiro, que havia vencido dois dos três turnos.

Na segunda, em 1956, o alvinegro ganhou o terceiro jogo por 1 a 0 depois de dois empates (1 a 1 e 0 a 0), mas os celestes alegaram que o adversário havia escalado um jogador irregularmente. A disputa se arrastou nos tribunais até 1959, quando os clubes decidiram dividir o título – penta para os atleticanos. Em 1962, a Raposa venceu o primeiro jogo por 1 a 0, mas o Atlético foi campeão com duas vitórias por 2 a 1.

TEMPLO DE HERÓIS

A partir da inauguração do Mineirão, o Cruzeiro impôs sua supremacia. Em 1967, venceu os dois jogos decisivos, por 3 a 1 e 3 a 0. Cinco anos depois, houve jogo extra, vencido pela Raposa por 2 a 1. Em 1976, o Atlético ganhou as duas por 2 a 0, com destaque para a dupla Marcelo (hoje técnico cruzeirense) e Reinaldo. Em 1977, o herói foi o uruguaio Revétria, autor de quatro gols nos três jogos finais. Depois de perder por 1 a 0, o Cruzeiro levou o título com um 3 a 2 e um 3 a 1.

Em 1985, o Galo fez 1 a 0 no terceiro jogo, depois de empates por 0 a 0 e 2 a 2. Dois anos depois, a primeira partida não saiu do 0 a 0 e a equipe celeste venceu a segunda por 2 a 0. Em 1990, novamente apenas um jogo definiu o campeão: a Raposa ganhou por 1 a 0. Em 1998, novo título celeste: 3 a 2 e 0 a 0.

Dois anos depois, o Atlético venceu o primeiro jogo decisivo por 2 a 1 e garantiu o bi com um 1 a 1. Em 2004, o Cruzeiro abriu vantagem ao ganhar o primeiro jogo por 3 a 1 e foi campeão mesmo perdendo o segundo por 1 a 0. Na sequência, vieram as finais com goleada. Em 2007, o Galo fez 4 a 0 na primeira partida e ficou com a taça mesmo perdendo a segunda por 2 a 0.

Em 2008, a Raposa goleou por 5 a 0 e voltou a vencer o segundo jogo por 1 a 0. No ano seguinte, o placar da primeira partida se repetiu. Na segunda, houve empate por 1 a 1. A última final ocorreu há dois anos, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. O Atlético venceu o duelo inicial por 2 a 1, mas o Cruzeiro (dirigido pelo hoje atleticano Cuca) se sagrou campeão no segundo ao fazer 2 a 0.

18 CLÁSSICOS DECISIVOS

Ano Campeão
1940 Cruzeiro*
1954 Atlético
1956 Atlético/Cruzeiro**
1962 Atlético
1967 Cruzeiro
1972 Cruzeiro
1976 Atlético
1977 Cruzeiro
1985 Atlético
1987 Cruzeiro
1990 Cruzeiro
1998 Cruzeiro
2000 Atlético
2004 Cruzeiro
2007 Atlético
2008 Cruzeiro
2009 Cruzeiro
2011 Cruzeiro