O problema é que o jogador ainda é uma incógnita com a camisa do Cruzeiro. Depois de pouco mais de três meses defendendo o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, ele ficou quase cem dias sem jogar, voltando às atividades em 7 de janeiro, quando começou a pré-temporada celeste. Porém, demorou um pouco mais para estrear oficialmente, por problemas na liberação de sua documentação.
Foram 13 jogos oficiais, com cinco gols marcados, sendo quatro no Campeonato Mineiro e um na Copa do Brasil – fez outro no amistoso com o Mamoré. A melhor atuação foi na goleada por 4 a 0 sobre o Villa Nova, no primeiro jogo das semifinais, em Nova Lima, em que marcou duas vezes, além de ter criado boas jogadas.
Em outras ocasiões, teve lampejos de bom jogador, o que já comprovou ser ao longo da carreira. A última vez foi justamente diante do Atlético, no domingo, quando mostrou empenho, mas sucumbiu junto com a equipe, goleada por 3 a 0.
Agora, o próprio técnico Marcelo Oliveira revela esperar que ele se saia melhor, apesar de ressaltar que não tem do que reclamar com relação ao camisa 10. “Já tive a oportunidade de dizer algumas vezes que, apesar do tempo que está trabalhando conosco, o Diego Souza veio de um futebol em que se treina menos, muitas vezes só à noite. Ou seja, precisa de mais tempo para se readaptar. E no último jogo eu gostei da atuação dele, que correu mais, se movimentou, tentou jogadas. Espero que ele faça aqui o que fez em outros clubes e nos ajude ainda mais”, afirma o treinador.
Para ele, ainda que tenha dificuldades hoje, o armador vai dar muitas alegrias ao torcedor celeste mais à frente. “Eu me preocuparia se ele estivesse desatento nos treinamentos, mas não é o caso. Ao contrário, ele está buscando fazer o melhor sempre. Tenho confiança de que em momentos decisivos ele conseguirá sobressair.”
É justamente aquele jogador que faz a diferença que os cruzeirenses esperam ver em campo hoje. Se voltar a atuar como quando defendeu o Palmeiras, sendo eleito o melhor do Campeonato Brasileiro’2009, ou o Vasco, que comandou na conquista da Copa do Brasil’2011, aumentam muito as chances de o time celeste não só triunfar hoje, mas também de ganhar o título estadual, o que seria uma conquista histórica devido à ampla vantagem estabelecida pelo rival no primeiro jogo.
Assim, para o torcedor mineiro ele deixaria de ser o jogador que fracassou justamente no Atlético, em 2010 e começo de 2011, para se tornar o Diego Souza de sucesso no Cruzeiro.
QUERIDO
Se depender do ambiente na Toca da Raposa II, ele tem tudo para fazer o melhor. Afinal, o que mais se vê nos treinamentos é um jogador não só muito empenhado no trabalho, mas, principalmente, sorridente e sempre brincando com os atletas.
São justamente os colegas que não poupam elogios a Diego Souza. Além de ressaltarem o excelente nível técnico, destacam o bom humor, que ajuda a amenizar as dificuldades do dia a dia de um atleta profissional.
Hoje eles tentarão provar que estão entrosados também dentro de campo. Se o DS10 tem talento para “resolver” a partida numa jogada individual, precisará dos companheiros para dialogar e também para ajudar diante das adversidades. Afinal, sozinho é impossível se dar bem no futebol, ainda mais diante de adversário tão acertado quanto o Atlético.