CAMPEONATO MINEIRO

Atlético e Cruzeiro fazem a final do Mineiro com algumas diferenças em relação a 2017

Neste ano os times estão reformulados e a vantagem mudou de mãos

postado em 30/03/2018 11:00 / atualizado em 30/03/2018 09:40

Bruno Cantini/Atlético
Perfil de planejamento, jogadores e vantagem na decisão. Em um ano, muita coisa mudou para Atlético e Cruzeiro. Adversários na final do Campeonato Mineiro, os rivais chegam em condições diferentes em relação a 2017, quando o Galo superou a Raposa e conquistou seu 44º título. As equipes traçam estratégias para se dar bem no primeiro clássico, domingo, às 16h, no Horto. A partida de volta será em 8 de abril, no Mineirão.

As diferenças começam na posição da primeira fase. Diferentemente da atual edição, a prerrogativa de jogar por dois empates ou vitória e derrota pela mesma diferença de gols no ano passado era do Atlético, líder da fase de classificação. Em 2018, o Cruzeiro vem sendo soberano: atingiu 87,8% de aproveitamento nos 11 jogos iniciais e passou pela Patrocinense e Tupi nos mata-matas com três vitórias, cinco gols marcados e apenas um sofrido. O alvinegro teve dificuldades e não conseguiu mais que a terceira melhor campanha, com 54,5% de aproveitamento. Na fase decisiva, eliminou URT e América, com três vitórias, com quatro gols marcados e nenhum sofrido.

Em relação às equipes que disputaram a final em 2017, o Galo teve mudanças radicais no setor ofensivo, enquanto a Raposa passou por transformações na defesa. O Galo ficou sem Robinho, Rafael Moura e Fred e trouxe atletas com características de velocidade, como Erik e Róger Guedes, além do centroavante Ricardo Oliveira. Já o time celeste perdeu os laterais Mayke e Diogo Barbosa e o zagueiro Caicedo e contratou substitutos para as posições, casos de Edílson, que não jogará nesta primeira partida, e Egídio. O goleiro Fábio estava machucado no ano passado, mas recuperou a posição. E o zagueiro Murilo se firmou desde então.

Um dos remanescentes do Atlético, Adílson, que em 2017 jogou no meio-campo ao lado de Rafael Carioca e Elias (esquema de três volantes),  sabe que, mesmo com atletas menos badalados, a equipe será muito cobrada pela torcida. “Pode ser que a gente tenha menos pressão, mas creio que a torcida vai exigir o título da mesma forma. A gente tem de se entregar ao máximo, independentemente do momento. O Cruzeiro é o favorito por ter a vantagem. Mas dentro de campo as coisas são diferentes. Queremos ser campeões”.

Pelo lado celeste, o time está nitidamente mais forte do que no ano passado. Tanto que a torcida tem comparecido em grande número mesmo em partidas que antes não eram consideradas atrativas.
Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

Porém, no clube todos mantêm os pés no chão. “No ano passado também chegamos fortes (na decisão), mas futebol é assim mesmo, se resolve dentro de campo, e eles foram melhores naquela ocasião. E agora, vivenciando uma nova final, queremos vencer, conquistar”, afirma o volante Henrique, acostumado a finais estaduais, tendo sido campeão em 2008, 2009, 2011 e 2014.

Sem títulos no Estadual há quatro anos, ele sabe que a pressão pela conquista é grande. E promete empenho extra. “Incomoda a gente não vencer o Mineiro. Por isso estamos trabalhando tão forte, queremos voltar a conquistar.”

DIREÇÃO


Com novos presidentes, Atlético e Cruzeiro mudaram sua política de gastos com contratações. Ao abrir mão de Fred e Robinho, o Galo apostou na economia na folha salarial para tentar administrar melhor as dívidas do clube. Já o Cruzeiro, por estar na disputa da Copa Libertadores, abriu os cofres para caçar reforços, como Edílson, o volante Mancuello, David (que nem estreou) e até mesmo Fred, cujos salários são altos – o atacante está em recuperação de cirurgia no joelho direito e ficará ao menos seis meses no estaleiro.

O desafio de ambos, porém, é o mesmo: a taça do Mineiro. E para isso, tanto os remanescentes do Estadual passado quanto os que chegaram depois prometem entrega total em campo.


OS RIVAIS UM ANO DEPOIS


ATLÉTICO EM 2017
Victor – continua titular
Marcos Rocha – emprestado ao Palmeiras (Patric ganhou a posição)
Gabriel – continua titular
Leonardo Silva – continua titular
Fábio Santos – continua titular
Adílson – continua titular
Elias – continua titular
Rafael Carioca – vendido ao Tigres-MEX (Cazares herdou a vaga)
Otero – continua titular
Robinho – foi para o Sivasspor-TUR (Luan herdou a vaga)
Fred – foi para o Cruzeiro (Ricardo Oliveira é o titular)
Técnico: Roger Machado – demitido em julho

CRUZEIRO EM 2017
Rafael – voltou para a reserva (Fábio é o titular)
Mayke – emprestado ao Palmeiras (Edílson herdou a vaga)
Leo – continua titular
Caicedo – Emprestado ao Barcelona-EQU (Murilo é o titular)
Diogo Barbosa – foi para o Palmeiras (Egídio é o titular)
Henrique – continua titular
Hudson – voltou para o São Paulo (Ariel Cabral é o titular)
De Arrascaeta – Alterna titularidade com a reserva
Thiago Neves – continua titular
Rafinha – continua titular
Rafael Sóbis – foi para a reserva (Raniel herdou a vaga)
Técnico: Mano Menezes – continua

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