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CAMPEONATO MINEIRO

Reforços de Atlético e Cruzeiro para 2019 buscam primeiro título do Mineiro

Com títulos conquistados em outros estados, jogadores contratados neste ano tentarão adicionar amanhã a primeira taça do Estadual ao currículo

Renan Damasceno Roger Dias
Rabello ganhou o Carioca em 2018; Rodriguinho foi campeão paulista em 2017 e 2018 - Foto: Bruno Cantini/Atlético e Bruno Haddad/Cruzeiro

Os principais reforços de Atlético e Cruzeiro entram em campo amanhã, às 16h30, no Independência, em busca do primeiro título mineiro, mas com conquistas estaduais recentes no currículo. Dos 14 jogadores contratados pelos clubes nesta temporada – oito no Galo e seis da Raposa –, dois de cada lado foram campeões no ano passado em outros estados, experiência que pode ser importante neste momento decisivo.

No Atlético, um dos que vão tentar o bicampeonato estadual consecutivo é o zagueiro Igor Rabello. Na última temporada, o defensor de 23 anos foi um dos destaques do Botafogo na conquista do Campeonato Carioca, em seu único troféu como jogador profissional. Sob o comando de Alberto Valentim, o Fogão conquistou a taça depois de bater o Vasco nos pênaltis, no Engenhão.

Já o armador Vinícius, que pode ser titular amanhã no lugar de Cazares, conquistou no ano passado o Campeonato Baiano, com o Bahia, em cima do arquirrival, Vitória. Na competição, contudo, ele apareceu mais por se envolver em confusão do que pelos gols e assistências. O armador se tornou alvo de polêmica ao provocar a torcida rubro-negra com uma dancinha em comemoração de gol em partida da fase de classificação. Irritados, os jogadores do Vitória partiram para cima dele, iniciando briga generalizada. Vinícius foi agredido com socos e sofreu ferimentos no supercílio.

Natural de Curitiba, o armador também tem no currículo o bicampeonato paranaense por Coritiba (2012) e Atlhetico (2016).

Último reforço do Galo nesta temporada, o armador Geuvânio tem na carreira o título do Campeonato Paulista com o Santos, em 2015, ao lado do hoje cruzeirense Marquinhos Gabriel.
Expulso no tempo regulamentar da final contra o Palmeiras, ele ficou fora das cobranças de pênaltis – vencida pelo Peixe por 4 a 2.

Dos jogadores contratados pelo Galo em 2019, o zagueiro Réver é o único que já venceu o Mineiro. Então capitão alvinegro, ergueu a taça em 2012 (vencendo o América) e 2013 (derrotando o Cruzeiro). Também foi campeão gaúcho em 2015 e 2016 com o Internacional e carioca em 2017 com o Flamengo.

EM BUSCA DO TRI Se o Cruzeiro vai em busca do bicampeonato seguido pela primeira vez em uma década – a última foi em 2008/2009 –, dois jogadores que chegaram neste ano tentarão o tri estadual: Rodriguinho e Marquinhos Gabriel foram campeões em 2017 e 2018 com o Corinthians, de Fábio Carille, antes de serem negociados ao Pyramids (Egito) e Al-Nassr (EAU), respectivamente.

Rodriguinho foi decisivo nas duas finais. Em 2017, balançou as redes contra os três adversários da fase final. Na decisão, marcou dois gols na vitória por 3 a 0 sobre a Ponte Preta, no duelo de ida, no Moisés Lucarelli, ajudando o Timão a colocar as duas mãos na taça. No ano passado, Rodriguinho voltou a ser determinante ao marcar, logo no início, o gol do triunfo sobre o Palmeiras, por 1 a 0, no jogo de volta, no Allianz Parque. Com o resultado, a decisão foi para os pênaltis, com o Timão vencendo por 4 a 3.

Em Minas, Rodriguinho disputa a final pela segunda vez. Em 2012, ele ajudou o América a chegar à decisão contra o Atlético, depois de passar pelo Cruzeiro, em time que contava com o volante Moisés e o veterano Fábio Júnior. Mas acabou derrotado pelo Galo na final.

Já Marquinhos Gabriel busca seu quarto troféu estadual em cinco temporadas. Em 2015, foi campeão pelo Santos. No Corinthians, foi reserva nas duas finais. Domingo, foi dele o primeiro gol da vitória por 2 a 1 sobre o Atlético, que deu ao Cruzeiro a vantagem do empate na partida de amanhã.

Além dos dois, outro reforço celeste conquistou títulos estaduais recentemente: o volante Jadson, que estava no Fluminense no ano passado, foi campeão carioca pelo Botafogo em 2013. Em 2016, ergueu a taça pelo Atlhetico.
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