Pescante garantiu que sua decisão não tem relação com a desistência de Roma, mas disse na última semana se sentir "um pouco constrangido de representar um país que jogou a toalha mais cedo". Ele ocupava o cargo no COI desde 2009, após construir carreira em entidades esportivas de seu país.
Roma retirou sua candidatura a sede dos Jogos Olímpicos de 2020 na última semana, após o governo negar apoio financeiro ao projeto, por conta da grave crise econômica europeia. De acordo com o primeiro-ministro italiano Mario Monti, o orçamento do país precisa ser destinado a questões prioritárias neste momento.
"A Itália pode e deve ter metas ambiciosas. Nosso governo está focado também em nosso crescimento, mas neste momento não achamos que poderíamos comprometer a Itália a este tipo de garantia, que poderia colocar em risco o dinheiro de nossos contribuintes", justificou Monti. A estimativa é que o projeto custaria 12,5 bilhões de dólares aos cofres públicos.