Hoje, Jonathan vive hoje um sonho. Há pouco menos de um ano – antes de ser levado para Campinas –, no entanto, não tinha sequer perspectiva de treinar, quanto mais de competir e alcançar resultados expressivos. Mas ele é um daqueles obstinados. E correu atrás de suas metas.
Quando competia na categoria juvenil, Jonathan conseguiu resultados expressivos, como o recorde sul-americano da categoria no salto triplo. “Isso fez com que eu acreditasse que conseguiria chegar um dia a uma Olimpíada. Confesso que não esperava que fosse tão rápido.”
Foi numa prova noturna, do Campeonato Paulista Juvenil e Adulto, em 16 de abril, que a vida dele mudou. A competição foi no Estádio Ícaro de Castro Melo, no Conjunto Desportivo do Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo. O varginhense não tinha conseguido um bom salto na primeira tentativa, pouco abaixo de 17m. Veio a segunda e o aproveitamento foi pior. Até que conseguiu 17,39m. O índice para Londres, exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), era de 17,20m. “Não foi apenas o melhor salto. Foi o segundo melhor salto do ano. Estou atrás apenas do cubano Osviel Hernandez, que fez 17,49m”, conta, satisfeito.
Jonathan está confiante que subirá no pódio na Olimpíada de Londres. Segundo cálculos de seu treinador, o experiente Nélio Moura, quem saltar 17,10m garantirá medalha. “Eu sei que posso melhorar. Sempre consigo meus melhores saltos nos meses de julho e agosto. O salto triplo é uma tradição do Brasil, que começou com o Adhermar Ferreira da Silva, depois veio o Nélson Prudêncio, o João do Pulo, o Jadel Gregório. Estou muito feliz em poder dar continuidade a essa tradição, mas a felicidade completa só virá quando conquistar uma medalha. Quero muito subir ao pódio.”
CHANCES O triplista lembra a infância pobre em Varginha e a chance que o atletismo lhe deu: “Meu primeiro treinador foi o Clóvis Muller, que me ensinou tudo. Ele insistiu comigo. Depois, me encaminhou para BH, para o professor Mauro Roberto. De lá, tive a sorte de vir para Campinas, onde sou muito feliz. Mas gostaria que olhassem mais para Minas, para Varginha. Já está vindo outro menino de lá, porque não dão apoio”.