“Estou feliz pelo índice. Agora, vamos intensificar os treinamentos para chegarmos bem em Moscou e fazer o melhor. Quero manter meus resultados e evoluir no Mundial, que é o mais importante. É difícil, mas não impossível”, declarou a velocista da equipe BM&F.
A jamaicana Patrícia Hall venceu o GP de São Paulo com o tempo de 22s51, seguida pela norte-americana Chauntae Bayne (22s57). Com o tempo de 22s61 na pista do Ibirapuera, Ana Cláudia Lemos ficou no terceiro lugar, mas superou o índice de 22s78 para o Mundial.
“Eu gostaria muito de ser finalista nos 200m. Estando na final, tudo pode acontecer”, afirmou a brasileira, com a meta de evoluir também na distância mais curta. “Preciso melhorar nos 100m até para ajudar nos 200m, que é a prova com a qual me identifico mais”, completou.
No último sábado, ao lado de Franciela Krasucki, Vanda Gomes e Rosângela Santos, Ana Cláudia participou da classificação do revezamento 4x100m ao Mundial de Moscou. Animado, o grupo, sob a supervisão de Katshico Nakaya, sonha com a possibilidade de subir ao pódio na Rússia.
“Todas as meninas melhoraram seus resultados e o nível está crescendo bastante. Isso é bom para o revezamento e para o individual também. A gente começa a sonhar com medalha, mas sem esquecer que as outras adversárias também podem crescer”, declarou.
Em grande fase, Ana Claúdia bateu o recorde sul-americano dos 100m ao fazer 11s05 no GP de Belém. Em São Paulo, a velocista brasileira voltou a triunfar na distância, mas não ficou satisfeita com a marca de 11s34, sua pior na prova durante a temporada de 2013. Decepcionada, ela precisou controlar o lado emocional para fazer o índice nos 200m.
“A gente não pode ter tudo em um dia só. Não podia ficar me lamentando, porque não tinha como resolver. Cada prova é diferente e hoje fui mais feliz nos 200m”, afirmou Ana Cláudia, que tem no calendário a disputa do Troféu Brasil e do Sul-americano.