O vice-presidente de comunicações do UFC, Dave Sholler, informou ao site MMA Fighting que a empresa não dará mais detalhes e evitará qualquer tipo de comentário sobre a ação judicial contra Wanderlei Silva. Segundo ele, a Zuffa é representada pelo escritório de advocacia Campbell & Wiliams no caso.
Na semana passada, Wanderlei Silva se manifestou publicamente sobre a demissão de um dos funcionários mais carismáticos do UFC, o cutman Jacob ‘Stitch’ Duran, que foi mandado embora depois de tecer comentários sobre a parceria entre a franquia e a Reebok, que vem desagradando a vários lutadores. Solidário ao amigo, o Cachorro Louco declarou que poderia provar a existência de lutas compradas na empresa.
De acordo com o site MMA Fighting, o UFC teria reivindicado na Justiça pagamento de US$ 10 mil de Wanderlei Silva a título de compensação pela declaração considerada uma difamação. Além disso, o Cachorro Louco se responsabilizaria pelo valor das custas processuais e ainda arcaria com os honorários dos advogados.
Wanderlei Silva foi banido de eventos de MMA em Las Vegas pela Comissão Atlética de Nevada, depois de ter se recusado a fazer exame antidoping surpresa antes da luta contra Chael Sonnen, que estava marcada para o UFC 175 e nunca ocorreu. Em audiência, em junho do ano passado, o brasileiro alegou que tomara um diurético e acabou punido ainda com pagamento de multa de US$ 70 mil – ele conseguiu revogar a decisão na Justiça dos EUA. Afastado do UFC desde então, ele disparou críticas contra a organização nas redes sociais, mesmo com contrato em vigor.