Naquela época, Belfort se ofereceu para ‘salvar’ o evento, depois da recusa de vários atletas, entre eles Lyoto Machida, a enfrentar Jon Jones. O adversário do então campeão seria Dan Henderson, que abandonou o card por causa de lesão. De acordo com documentos obtidos pelo site, Vitor teria se submetido ao teste antidoping de sangue em 1º de setembro e o resultado mostrou níveis de testosterona duas vezes e meia acima do normal para um atleta de 35 anos – idade do brasileiro na ocasião.
A polêmica ocorreu devido a erro do próprio UFC, que enviou o resultado, confidencial, a um grupo de 29 lutadores, empresários e treinadores, em 4 de setembro. O Ultimate Fighting Championship tentou reparar a falha encaminhando novo e-mail aos destinatários, pedindo que deletassem o texto anterior, já que foi enviado por engano.
Na ocasião, Belfort era usuário do tratamento de reposição de testosterona, o chamado TRT, que acabou proibido pelas comissões atléticas dos EUA para eventos de MMA. Entretanto, o caso só veio a público antes do duelo do Fenômeno contra Michael Bisping, em janeiro de 2013, em São Paulo. A Comissão Atlética de Ontário, que regulamentou o UFC 152, alegou ao site que não foi informada sobre o uso do TRT por parte do brasileiro, que teria que obter autorização para lutar no Canadá com a terapia.