Seleção Brasileira

Mineirão em alta

Maior estádio de Minas está com as obras em dia e passa a ser um dos favoritos para abrigar a partida inaugural do Mundial'2014

Estádio Mineirão receberá a visita da presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira



Fechado em junho do ano passado, deixando órfãos os mais apaixonados torcedores do futebol mineiro, o Mineirão vai ficar pronto em dezembro do ano que vem. Elogiado por autoridades políticas e do esporte – entre os entusiastas estão o ministro do Esporte, Orlando Silva, e o presidente do Comitê Organizador Local e da CBF, Ricardo Teixeira –, o estádio da Pampulha vai ser uma das cinco sedes da Copa das Confederação’2013 e está na disputa para sediar a abertura da Copa’2014.

A visita de Dilma Rousseff, nesta sexta-feira, às 11h – a primeira da presidente a um estádio em obras para o Mundial –, e a escolha para receber a solenidade oficial do lançamento da contagem regressiva para os 1.000 dias reafirmam o prestígio da capital mineira.

As obras do Mineirão estão cumprindo o cronograma. Mais de 95% da demolição da área interna (arquibancadas, escritórios, lojas e bares) está concluída e 90% da área externa já foi destruída para construção da esplanada. O estádio, que já recebeu 132.834 torcedores na vitória do Cruzeiro sobre o Villa Nova, por 1 a 0, na decisão do Mineiro de 1997, terá capacidade para 69 mil pessoas.

Veja fotos das obras nos estádios de 2014


A terraplanagem está praticamente concluída e os novos amortecedores já foram instalados. No atual estágio, são construídas as fundações nas áreas interna e externa e início dos trabalhos de contenção do estacionamento para 2,6 mil carros, enquanto os pré-moldados para construção da esplanada são produzidos fora do canteiro de obras. Atualmente, 1,3 mil empregados, incluindo detentos e mais de 100 mulheres, trabalham nas obras.

Cronograma

A revitalização do Mineirão foi programada em três fases. Na primeira, de 25 de janeiro a junho do ano passado, ainda recebendo partidas, foram feitos reparos estruturais das vigas de sustentação do estádio. Na segunda etapa, de 26 de junho a 20 de dezembro, foram demolidas parte da arquibancada inferior e da geral, além de rebaixamento do gramado em 3,4 metros.

Já a terceira e última etapa teve início em 22 de dezembro e vai ser finalizada até 20 de dezembro do ano que vem. Para viabilizar a etapa, orçada em R$ 654 milhões, o Governo de Minas Gerais optou pelo modelo da gestão compartilhada. A empresa Minas Arena conduz a obra e terá direito a operar o estádio por 25 anos. No fim de agosto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou linha de crédito no valor de R$ 400 milhões.

A situação de cada estádio

Mineirão (Belo Horizonte)
Capacidade: 69 mil
Orçamento: R$ 743,4 milhões
Financiamento BNDES: R$ 400 milhões aprovados, mas ainda não contratados
Liberado: zero

Estádio Nacional (Brasília)
Capacidade: 71 mil
Orçamento: R$ 696 milhões
Financiamento BNDES: não há consulta protocolada
Liberado: zero

Verdão (Cuiabá)
Capacidade: 43 mil
Orçamento: R$ 342 milhões
Financiamento BNDES: R$ 392 milhões contratados (incluindo valor para obras no entorno do estádio)
Liberados: R$ 57 milhões

Arena da Baixada (Curitiba)
Capacidade: 42 mil
Orçamento: R$ 220 milhões
Financiamento BNDES: não há consulta protocolada
Liberado: zero

Castelão (Fortaleza)
Capacidade: 66 mil
Orçamento: R$ 486,9 milhões mais R$ 407 mil por mês durante oito anos
Financiamento BNDES: R$ 351 milhões contratados
Liberado: zero

Manaus (Arena da Amazônia)
Capacidade: 44 mil
Orçamento: R$ 499,5 milhões
Financiamento BNDES: R$ 400 milhões contratados
Liberados: R$ 11.772,616,00 (para elaboração do projeto)

Natal (Arena das Dunas)
Capacidade: 45 mil
Orçamento: R$ 400 milhões
Financiamento BNDES: R$ 396,5 milhões aprovados, mas ainda não contratados
Liberados: zero

Porto Alegre (Beira-Rio)
Capacidade: 60 mil
Orçamento: R$ 253 milhões
Financiamento BNDES: não haverá (obra com recursos do Internacional)

Recife (Cidade da Copa)
Capacidade: 46 mil
Orçamento: R$ 464 milhões
Financiamento BNDES: R$ 400 milhões contratados
Liberados: zero

Rio de Janeiro (Maracanã)
Capacidade: 76 mil
Orçamento: R$ 859,4 milhões
Financiamento BNDES: R$ 400 milhões contratados
Liberados: R$ 80 milhões

Salvador (Fonte Nova)
Capacidade: 50 mil
Orçamento: R$ 591,7 milhões
Financiamento BNDES: R$ 323,7 milhões contratados
Liberados: R$ 64,7 milhões

São Paulo (Itaquerão)
Capacidade: 48 mil (mais 20 mil móveis)
Orçamento: R$ 820 milhões
Financiamento BNDES: não há consulta protocolada
Liberado: zero