A “era Ricardo Teixeira” teve dois goleadores. Romário ficou consagrado com a 11. Ronaldo, com a 9. Cada um foi o craque de uma Copa do Mundo que culminou em título, em 1994 e 2002. Em um determinado período, chegaram a fazer dupla de sucesso como titulares. Hoje, o entrosamento, no entanto, já não existe mais.
Enquanto Ronaldo foi entusiasta e apoiador de Ricardo Teixeira, Romário é crítico duro. O primeiro, recentemente, disse que torcia muito para o presidente da CBF não deixar o cargo. Além disso, afirmou: “Ricardo é investigado há mais de 20 anos e muito pouca coisa foi comprovada. O futebol brasileiro deve muito ao Ricardo Teixeira”. Ronaldo é integrante do conselho administrativo do Comitê Organizador da Copa de 2014.
Já Romário apresenta tom mais crítico. “Não é bater de frente, é falar o que alguns às vezes não têm coragem de falar, mas que é a pura verdade, a realidade, principalmente o que a gente está passando em relação à Copa do Mundo. As coisas que estão acontecendo e alguém tem de se posicionar”, disse em novembro do ano passado. “O governo tem que apertar, as coisas não são assim como ele (Teixeira) diz. Claro que a CBF é a maior entidade, mas o futebol não tem dono... a Copa é do Brasil, do povo brasileiro”, completou.
O baixinho hoje é deputado federal. Na quarta-feira da semana passada, ele se mostrou atento à Assembléia realizada na CBF. “Não é agora que vai mudar. Ele quer sair para colocar outro igual a ele ou pior no lugar”, escreveu no microblog Twitter.
Ronaldo fez 62 gols em 98 jogos pela Seleção Brasileira. Romário anotou 55 tentos em 70 partidas.
Ricardo Teixeira renunciou nesta segunda-feira.