No último ano em que permaneceu à frente da Seleção, Mano Menezes trabalhou com o diretor de seleções Andrés Sanchéz, que havia contratado o treinador quando era presidente do Corinthians. O dirigente acabou deixando a CBF logo após a demissão do técnico, por ter sido contrário à saída dele.
Poucos mais de seis meses depois de sair da CBF, Andrés já anunciou que pretende concorrer à presidência da entidade, em abril do ano que vem. Mesmo assim, Mano evitou palpitar sobre a eleição da Confederação Brasileira de Futebol.
“A política pertence aos políticos, eu sou técnico de futebol. Estive com o Andrés no Corinthians, minha relação com ele foi voltada para o meu cargo. Quem precisa escolher é o Brasil, porque a gente não consegue mais manter a hegemonia no futebol mundial”, afirmou.
Mano ainda aproveitou a oportunidade para alfinetar Romário. Durante o período em que comandou a Seleção, o treinador foi duramente criticado pelo ex-atacante, que acusava o técnico de favorecer empresários em suas convocações.
“Não concordo com quem fez parte de um ambiente por muito tempo e não fala nada publicamente quando esteve lá. Ou você é homem para falar quando está lá, ou sossega. Muita gente ficou anos lá, e só agora fala que é máfia. Acho estranho, não é o meu comportamento. Se as pessoas esperam que eu chegue agora e fale de A e de B, não vou fazer isso. Sempre procurei fazer o melhor para a CBF”, encerrou.