Por conta disso, o experiente goleiro acredita que a Seleção não deve priorizar apenas o título da competição. Para ele, é importante também pensar no entrosamento ideal para a Copa do Mundo de 2014 e utilizar o tempo juntos para aprimorá-lo.
“Acho que a equipe brasileira entra em qualquer competição para ganhar, isso é normal. O brasileiro quer esse título e nós jogadores também. Vamos entrar em campo para isso, mas claro que a prioridade é a Copa do Mundo. Digo, se o Brasil ganhar a Copa das Confederações e perder a Copa do Mundo a cobrança vai ser enorme, assim como em 2010. Mas não podemos pensar assim”, afirma.
Antes da Copa do Mundo de 2010, Júlio César e o grupo do técnico Dunga conquistaram todos os títulos possíveis. No mundial, no entanto, uma falha do goleiro em lance com o volante Felipe Melo abriram caminho para a derrota diante da Holanda que custou a eliminação nas quartas de final.
Apontado como um dos culpados pela queda, Júlio César teve algumas chances no início da era Mano Menezes, mas acabou preterido pelo treinador. Sob o comando de Felipão, no entanto, o goleiro foi novamente lembrado por sua experiência e é presença garantida na meta brasileira, motivado pelo sentimento de recuperação após a decepção de três anos atrás.
“A derrota pra Holanda ainda incomoda. Mas eu uso uma frase bem simples: às vezes a vida vai te botar de joelhos, mas você só fica de joelhos se você quiser. É nas adversidades que a gente vê quem nós somos. É muito fácil viver só com coisas boas, críticas boas. Naquele momento eu me tornei uma pessoa mais forte, mais madura. Demorou pra eu me levantar, porque a Copa do Mundo mexe com as pessoas. Estou mais maduro, mais experiente, apesar de ainda me incomodar. Não vejo a hora de chegar a Copa do Mundo para mostrar isso”, conclui.