CRUZEIRO

Ex-integrante de Conselho Gestor admite candidatura à presidência do Cruzeiro e busca consenso

Médico Célio Elias revelou reunião com participação de "até 80 conselheiros"

postado em 14/02/2020 18:49 / atualizado em 14/02/2020 19:33

(Foto: Tiago Mattar/Superesportes)

Nomeado pelos ex-presidentes Wagner Pires de Sá e Zezé Perrella em outubro de 2019 para a ‘primeira versão’ do Conselho Gestor do Cruzeiro, o médico Célio Elias, conselheiro nato do clube, admitiu que poderá se candidatar à eleição presidencial marcada para 21 de maio. Ao Superesportes, ele revelou que se reuniu com um grupo de “até 80 conselheiros” e recebeu a incumbência de representá-los em encontros de articulação com José Dalai Rocha, mandatário interino da Raposa e que busca construção de uma chapa de consenso. 

“Eu participei de uma reunião de um grupo de conselheiros natos e eles estavam procurando alguém para representá-los. Estamos em fase de negociação e eles pediram que eu colocasse meu nome à disposição. Eu coloquei. Presto serviço ao clube há 40 anos. Já fui médico, superintendente médico, vice-presidente médico na época do (Carmine) Furletti. O Cruzeiro está precisando de pessoas que têm credibilidade. Eu poderia ser presidente. Está na hora de a gente ajudar”, afirmou.

"Vou me encontrar com integrantes do atual Conselho Gestor na próxima semana e também com o presidente do Dalai. Vamos conversar sobre a possibilidade de um consenso. Debater a eleição do Cruzeiro", revelou. 

Questionado sobre sua ligação com a Família União, grupo de apoio ao ex-presidente Wagner Pires de Sá no Conselho Deliberativo, Célio Elias garantiu que não há qualquer convergência de opiniões. Ele fez duras críticas ao ex-presidente. “Não tenho nada a ver com o Wagner, com Família União. Eu reprovo toda atitude dele, toda administração que ele fez. Ele só fez mal ao Cruzeiro. Sou absolutamente independente. Nunca participei de grupo político”, garantiu.

A reportagem voltou a questionar o médico sobre sua participação na gestão de Wagner e a presença de integrantes da antiga administração na reunião citada por ele. Célio assegurou que apenas Guilherme Cruz, ex-superintendente da base, participou do encontro. “Sou muito amigo do pai dele (Ary da Frota Cruz, ex-conselheiro do Cruzeiro, que faleceu em 2018)”, justificou. 

“Votei no Wagner em 2017 porque tenho problemas pessoais com o Sérgio Rodrigues. Não tenho comprometimento com Família União, nem com ninguém. Esse foi um dos motivos que fui escolhido para liderar esse grupo. Estão precisando de uma pessoa neutra. Que possa compor. Gente séria, de bem”, complementou.

Célio Elias também foi perguntado sobre a indicação de Wagner para o Conselho Gestor. Ele foi um dos nomes escolhidos pelo ex-presidente para integrar o grupo. “Fui chamado pelo Wagner para compor o conselho, mas certamente indicado por outras pessoas. Eu fui muito claro que não tinha motivo para participar de Conselho Gestor na presidência dele. Mas, se fosse para ajudar o Cruzeiro, eu iria. Mas eu não tinha motivo para participar da diretoria dele. Ele sabe. Não tenho ligação nenhuma política com ele”, reforçou.

Pré-candidatos

Até aqui, os dois conselheiros que já se colocaram como pré-candidatos à eleição presidencial do Cruzeiro foram João José Moreira Neto (conhecido como João Doido) e o advogado Sérgio Santos Rodrigues, derrotado no pleito de 2017. Célio Elias afirmou que nenhum dos dois conseguiria consenso no clube e que não teria condições de alcançar número de votos necessários para eleição.

“Na minha opinião pessoal, nenhum dos dois tem respaldo ou condições de ser eleitos pelo Conselho Deliberativo. Conheço quase todo mundo do Conselho, tenho muitos amigos, posso garantir que essas duas pessoas não seriam as pessoas indicadas. Não temos mais tempo para brigas. Eu acho que o Cruzeiro não pode repetir a administração Wagner Pires. Seria lastimável. Precisamos de alguém sério”, avaliou.

Sobre Emílio Brandi, que ganhou força nas últimas semanas como possível candidato, Célio Elias fez muitos elogios, mas revelou uma conversa que teve com o atual membro do Conselho Gestor. No contato, porém, Brandi indicou que sua família tem pressionado para que sua candidatura não seja oficializada.

“Emilio Brandi, eu o operei, quando ele era jovem. Temos um relacionamento estreito. Pelo que sei, ficamos de conversar pessoalmente no começo da semana, para ver se a gente consegue articular um consenso. Até onde eu sei, pelo que conversei por telefone com ele, ele está indeciso, porque a família não quer que ele assuma, está sobrecarregado. Não seria um momento muito bom para ele assumir a presidência. Mas é um bom nome. É um bom candidato. Se ele precisar, for candidato, e pedir minha ajuda, estou pronto para ajudar”, disse.

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