CAMPEONATO PERNAMBUCANO 2018

Com teto salarial de R$ 3 mil, Pesqueira sonha com uma vaga no Brasileiro da Série D

Águia deve ter a menor folha salarial dentre os clube da elite do Estadual

postado em 17/01/2018 08:31 / atualizado em 17/01/2018 09:47

Lafaete Vaz/FPF Divulgação
Sem o menor pudor em admitir ter o orçamento mais modesto na competição, o Pesqueira entende bem a necessidade de manter-se na elite do Pernambucano, para conquistar um maior investimento no futuro. Desta vez, jogando contra os três grandes da capital, a Águia espera um retorno maior para os seu planejamento financeiro, diferente da sua primeira passagem na primeira divisão, entre 2013 e 2016, quando enfrentou uma única partida contra o Náutico, nos Aflitos.

Presidente do clube, Arlindo de Lima diz contar um investimento acanhado. “Hoje nós temos vários patrocinadores tentando fechar conosco, mas são todos patrocínios pequenos, da própria cidade de Pesqueira. Não temos um fluxo muito grande, mas dá para trabalhar.” Mas comemora os jogos em que o Pesqueira ganhará mais destaque. “Teremos o jogo contra o Náutico na televisão (em casa) e ainda existe da transmissão do jogo contra o Salgueiro para o interior. Isso nos dará uma vitrine ainda maior. Expor uma marca na televisão ajuda nas negociações.”

Apesar das limitações, o Pesqueira não esconde o desejo de conseguir uma vaga na Série D. No entanto, a administração do clube garante que não cometerá “loucuras administrativas” que possam comprometer o planejamento.

“Não adianta investir alto só para agradar a torcida e no final do mês não fechar a folha, e ainda deixar um pai de família sem o salário. Só um louco faria isso”, garante Arlindo e revela. “O nosso perfil de salário é de R$ 3 mil como teto e apenas um ou dois jogadores recebem isso.”

Preparação

Com uma folha salarial de R$ 56 mil, o Pesqueira conseguiu manter dez atletas que participaram da campanha do acesso, no ano passado e ainda se reforçou com atletas rodados no futebol nordestino. O time é comandado pelo ex-zagueiro Lima, que acumula passagens marcantes como jogador por Sport, Náutico e Fluminense. O estádio Joaquim de Brito passou por adequações para a primeira divisão e está liberado para a disputa do campeonato, com capacidade máxima para 3.700 torcedores.