Apesar de o Brasil ter resultados muito mais expressivos que o adversário, o técnico José Roberto Guimarães não leva essa superioridade como referência . Pelo contrário. Ele vê as argentinas como uma seleção em ascensão e que pode vir a fazer frente às brasileiras, ou mesmo complicar uma simples partida.
“A Argentina está estreando no GP. Apesar de serem iniciantes nesse nível, já conseguiram vitórias marcantes, superando Cuba e da República Dominicana, ambas as partidas por 3 a 2. Nas estatísticas, duas argentinas aparecem em posição de destaque. A atacante Emilce Sosa é a melhor bloqueadora do campeonato, com média de 1,39 por set. Já a líbero Lúcia Laido lidera a estatística de recepção, com 61,97 % de aproveitamento”, diz o treinador.
Zé Roberto também destaca que apesar da discrepância entre as equipes, a rivalidade precisa ser levada em consideração, independentemente do esporte e do nível (no caso, desnível) das seleções. E faz um alerta: “Esse jogo é um clássico sul-americano. É um time que vem bem na competição. Temos que tomar um cuidado grande porque não temos o direto de perder”.
O recado do técnico parece ter sido bem assimilado pelas jogadoras, em especial pela oposto Sheilla. Para ela, mesmo com a diferença técnica entre o vôlei dos dois países, as brasileiras precisam entrar atentas no confronto. “A Argentina é um time mais fraco, mas que tem jogado bem. Hoje em dia o vôlei é equilibrado. Se um time não jogar bem o outro vai engrossar a partida.”
Existem também as jogadoras que vivem esse jogo com mais intensidade. É o caso da levantadora Dani Lins, que vê a partida com um olhar diferente. “Todo mundo espera por Brasil e Argentina independentemente do esporte. Tem um gosto especial jogar contra elas. Não sei se por influência de outros esportes e de uma disputa pela liderança no continente, mas é um jogo que gosto muito. Quero muito ganhar, e bem.”
Eliminação No Campeonato Mundial Feminino de Vôlei Infanto-Juvenil ocorreu o inesperado: o Brasil perdeu para o Japão por 3 a 1 (25/23, 26/24, 15/25 e 25/15). A surpresa é pelo fato de o Japão ter a pior campanha entre as 16 seleções que estavam na segunda fase e entrou em quadra eliminada. O Brasil disputará, agora, do 5º ao 8º lugar.