Volei

Força dos bastidores

Sucesso celeste na Superliga Nacional Masculina se deve, além do empenho e do talento dos jogadores, ao suporte de um grupo de profissionais que pouco aparecem

Técnico Marcelo Méndez posa cercado pelos integrantes da comissão técnica do clube
Um grande trabalho de equipe, não só dentro de quadra mas também fora dela. O técnico Marcelo Méndez credita o sucesso do Cruzeiro, que chega à sua segunda final consecutiva da Superliga Nacional Masculina de Vôlei, aos profissionais que o cercam, todos homens experientes que se juntaram a ele no clube do Barro Preto.


A lista dos integrantes da comissão técnica do time mineiro começa com o assistente técnico Humberto Martelete, que se orgulha em dizer que é o mais antigo funcionário do vôlei do clube. “Estou aqui desde a criação do Betim, que antecedeu o Cruzeiro. Me considero um betinense, pois vivo na cidade há 25 anos e me orgulho de ter começado profissionalmente aqui. Peguei os três treinadores do time, o João Conceição, depois o Talmo e agora o Marcelo, que nos levou a duas finais da Superliga.”

O auxiliar técnico é também experiente: Henrique Furtado, que é mineiro e começou a carreira no Mackenzie. “Cheguei esse ano. Estamos trabalhando duro para buscar o nosso primeiro título. Somos um time dentro e fora de casa, uma equipe de amigos.”

O preparador Giovani Foppa tem uma história curiosa, pois deslanchou sua carreira fora do Brasil. “ Antes de sair, trabalhei na Ulbra e no On Line, já extintos. Depois, fui para a Polônia, no Skra Belchtow, onde fiquei por três anos. De lá, fui para a Rússia, trabalhar no Dínamo Kazan, que agora trocou de nome, para Zenith. O mais curioso é a forma como Foppa veio parar no Brasil e, em especial, no Cruzeiro. “O Marcelo é bastante conhecido na Europa. Dois jogadores, o espanhol Falaska – Méndez dirigiu a Seleção Espanhola antes de vir para o Brasil –, e o francês Antigá, falaram de mim para ele e foi quando surgiu o convite. Eu estava doido para voltar para o Brasil e agarrei essa oportunidade. Aqui sou muito feliz, principalmente, porque estou ajudando um grande clube, que tem grandes jogadores a construir uma história.”

Alysson Zuim é o fisioterapeuta da equipe. Está no clube desde 2008 e confessa que na troca de treinadores, teve medo de perder o emprego. “Tive uma certa apreensão no começo. Normalmente, o técnico gosta de uma determinada turma, com quem já trabalha há algum tempo. Mas no caso do Marcelo foi diferente, pois ele seguiu com a turma que estava aqui. Estou muito satisfeito por trabalhar com o grupo.”

Marcelo elogia cada um de seus comandados, aliás, nunca os trata ou se refere a eles como tais. Para ele, todos são importantes e estão num mesmo nível. E cita, por exemplo, o trabalho da estatísticas, que é feito por Thiago Silva, o mais novo do grupo, com 23 anos. “Os números apurados nos permitem corrigir nossas deficiências durante uma partida. E é a partir desses dados, que trabalhamos os treinos. Antigamente, tínhamos de fazer tudo na prancheta, mas com a chegada da informática, ganhamos tempos com esse trabalho.”

AJUDA A comissão técnica tem ainda outros sete integrantes, os médicos Sérgio Campolina e Rodrigo Mascarenhas, o supervisor Luís Carlos Sales, o fisioterapeuta Daniel Borneli, o massagista Eustáquio Junio, o apoio Geraldo Eufrância e o diretor esportivo é Flávio Pereira. E para se ter ideia do envolvimento e comprometimento da comissão técnica, nos treinos, todos estão em quadra, ajudando de alguma maneira.

Geraldo cuida da água e do suco para os jogadores. Borteli e Junio cuidam de pegar bolas no fundo da quadra, enquanto os demais estão fazendo o trabalho de saque, ataque, defesa, bloqueio, junto com o treinador, que está, o tempo todo, na quadra, orientando e coordenando.

“O mais importante aqui é que temos o bom profissional, mas antes de tudo isso, conseguimos boas pessoas. Isso é fundamental para se montar um grupo vencedor”, diz Marcelo Méndez.

ENQUANTO ISSO...
...Agora, só pela TV
Os ingressos para a partida entre Cruzeiro e Vôlei Futuro-SP, que apontará o campeão da Superliga Nacional Masculina de Vôlei, sábado, se esgotaram em menos de duas horas. A venda foi feita via internet, pelo site www.livepass.com.br. O local escolhido para a final é o Ginásio Adib Moisés Dib, em São Bernardo do Campo, que tem capacidade para 5.730 torcedores. Desse total, a Confederação Brasileira disponibilizou 600 ingressos para cada equipe. O Cruzeiro comprou outros mil, mesmo total adquirido pelo time paulista. O restante dos ingressos, foram assim distribuídos: mil ficaram com a CBV, que os repassa para representantes dos clubes participantes e patrocinadores dessas equipes. Sendo assim, foram vendidos mais 1.530 ingressos, que os dirigentes cruzeirenses esperam ter sido adquiridos por torcedores mineiros.