Vôlei
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Fim da primeira viagem

Seleção Brasileira já está em Toronto, onde inicia sexta-feira sua participação na Liga Mundial. Bernardinho lamenta pouco tempo de treinos e prevê início difícil

postado em 16/05/2012 08:35

Finalmente! Esse foi o comentário do meio de rede Lucão, em seu perfil no Twitter, na chegada da Seleção Brasileira a Toronto, no Canadá, onde o Brasil disputará o primeiro dos quatro grupos da fase de classificação da Liga Mundial Masculina de Vôlei. Além dos donos da casa, a Seleção Brasileira terá como adversários a Polônia e a Finlândia. Como a competição mudou de formato, o Brasil enfrentará os mesmos adversários em quatro finais de semana.

O melhor ao fim dessa maratona garantirá vaga na fase decisiva, em Sófia, na Bulgária. Passarão os quatro melhores das quatro chaves, mais o melhor segundo colocado e o país sede. Caso ele esteja entre os quatro primeiros, a sexta vaga será de uma seleção convidada, à escolha da Federação Internacional.

O comentário de Lucão fala do alívio depois do sofrimento que foi a viagem de São Paulo a Toronto. Segundo o meio de rede, o martírio começou nas ruas de São Paulo, a saída do hotel até chegar ao aeroporto de Guarulhos. “Um sofrimento, com os engarrafamentos de sempre”, segundo ele.

Curiosamente, dois outros jogadores sofriam, no mesmo horário, tentando chegar de táxi ao aeroporto: o levantador Bruno e o ponteiro Dante. Os dois também reclamavam do trânsito. Bruno entrou no táxi e deu uma dica de sua tática para driblar os engarrafamentos. “Chegando ao aeroporto de Guarulhos. Logo mais a viagem para a Liga Mundial.” Ou seja, foi mais cedo e acabou tendo de esperar um tempão pelo embarque.

Dante também torcia contra o tráfego pesado. E o alívio ao entrar no avião. “Partiu, galera. Todos a bordo, felizmente.”

Mas essa era apenas a primeira parte da desgastante viagem, pois seguiram para Miami, e lá, uma espera de cerca de quatro horas para trocar de avião, para seguir à cidade canadense. Foram 11 horas até os EUA e depois da espera, mais quatro até Toronto.

Na sede do torneio, um descanso no hotel, apenas para repor a energia de cada jogador, pois o técnico Bernardinho não dá moleza pra ninguém e, no fim da tarde, todos estavam num ônibus, rumo ao Ricoh Coliseum, local das partidas de sexta a domingo.

APOIO No desembarque em Toronto, Bernardinho falou, pela primeira vez, sobre o novo formato da competição. Ele é totalmente favorável à nova fórmula de disputa, em que a cada fim de semana, os times jogarão todos contra todos dentro de seus respectivos grupos em um único país. “Ainda que por vezes o calendário não seja muito racional, desta vez será mais justo. Todos os times de uma chave viajarão para o mesmo lugar no mesmo período, então enfrentarão juntos o desgaste, o fuso horário e todos os outros inconvenientes.”

O treinador se mostrou descontente, no entanto, com relação ao tempo de preparação até a estreia no Canadá. O treinador não considera 15 dias o tempo ideal, principalmente se comparado ao trabalho desenvolvido pelos adversários. “Não tivemos muito tempo com o grupo todo reunido e não pudemos jogar amistosos, o que seria importante. A Polônia, por exemplo, conseguiu fazer isso. Os outros dois adversários, Finlândia e Canadá, estavam envolvidos com os Pré-Olímpicos continentais e vão chegar nesta primeira semana com um ritmo melhor do que o nosso.”

Por esse motivo, o treinador prevê dificuldades nesse primeiro final de semana. Por isso, a tendência é que ele escale um time com o máximo de jogadores que já atuaram juntos. Bernardinho levou 14 para essa viagem: os levantadores Bruno e Ricardinho; os opostos Wallace e Theo; os meios de rede Sidão, Lucão, Rodrigão e Éder; os ponteiros Dante, Thiago Alves, João Paulo Bravo, Lucarelli e Maurício, e o líbero Serginho.

FORÇA ESTRANGEIRA
A Superliga Nacional de Vôlei vai ganhando reconhecimento dia após dia, em todo o mundo, a ponto de jogadoras de seleções estrangeiras anunciarem o interese em disputar a competição. Uma delas é a norte-americana Logan Tom, que em 2003, aos 21 anos, veio para o Minas substituir a romena Cristina Pirv, casada com Giba. Logan não conseguiu o título, mas deixou no país amigos e admiradores. Tanto que já conversa com uma equipe nacional (sem revelar qual) para voltar na próxima temporada. No último ano, ela jogou pelo Fenerbahce, da Turquia, time comandado por Zé Roberto, que pela primeira vez ganhou a Copa dos Campeões. A central da Seleção Fabiana também atua na equipe. “Gosto de como ele treina e como ele joga. Quando você está no ginásio, se não treinar bem, está fora. Ele é um dos melhores técnicos do mundo e me convidou porque precisava de jogadoras passadoras”, afirmou, sugerindo que seu destino será o Campinas.