Volei

Com tempo, quantidade e qualidade

Seleção Feminina treina para o Grand Prix e os Jogos de Londres com 25 atletas. Jovens foram chamadas para ganhar experiência

Central mineira Adenízia é uma das seis jogadoras da posição à disposição de Zé Roberto
Se para a Seleção Brasileira Masculina de Vôlei o tempo de preparação para a disputa da Liga Mundial foi curto – a ponto de prejudicar o entrosamento e rendimento da equipe, que começou com duas derrotas por 3 a 2, diante de Polônia e Canadá, e apenas uma vitória, por 3 a 1, sobre a Finlândia, seleções inferiores tecnicamente ao Brasil –, o mesmo não se pode dizer da feminina. Há mais de um mês o técnico José Roberto Guimarães reuniu as jogadoras e o primeiro objetivo da temporada, a classificação para os Jogos Olímpicos de Londres, foi alcançado no Pré-Olímpico Sul-Americano, disputado há 10 dias, em São Carlos.


Zé Roberto vem procurando trabalhar o grupo com sabedoria, sem “passar o carro na frente dos bois”, como se diz na gíria. Para o Pré-Olímpico, por exemplo, ele procurou poupar jogadoras que são consideradas importantes, como Sassá e Mari, que ainda não estavam totalmente recuperadas de contusões e sequer foram inscritas na competição. A segunda, de acordo com o técnico, precisava ainda de ajuda psicológica. Além delas, a meio de rede Fabiana, embora inscrita, quase não foi utilizada. “Foi para evitar o desgaste excessivo, num momento que não precisávamos arriscar.”

Além disso, o treinador mostra-se prevenido e cauteloso, pois trabalha com 25 jogadoras, sendo 18 que integram o grupo principal, mais sete, da Seleção B, que reúne jogadoras jovens, um trabalho que mostra ainda a preocupação com a equipe que disputará os Jogos Olímpicos Rio’2016. “É bom que essas atletas tenham contato com as competições de alto nível e também com as mais experientes”, não se cansa de repetir Zé Roberto.

Para ter ideia o treinador tem à disposição quatro levantadoras: Fabíola (Osasco), Dani Lins (Sesi-SP), Fernandinha (Igtisadchi Baku-AZE) e Claudinha (Minas). A posição que tem menos convocadas é a de oposto, com três: Sheilla (Rio), Tandara (Osasco-SP) e Joycinha (Vôlei Futuro-SP). Talvez o número reduzido para a posição se deva ao fato de torcer pela recuperação da ponteira Natália (Rio), que também atua na posição.

No meio de rede, ele tem nada menos que seis jogadoras (Fabiana (Fenerbahçe-GRE), Thaísa e Adenízia (Osasco-SP), Andressa (Vôlei Futuro-SP), Juciely (Rio) e Natasha (Minas). As líberos são três: Fabi (Rio), Camila Brait (Osasco-SP) e Verê (Vôlei Futuro-SP).

OPÇÕES A posição em que o treinador tem mais opções é a de ponta. São nove convocadas: Paula Pequeno e Fernanda Garay (Vôlei Futuro-SP), Jacqueline e Sassá (Osasco-SP), Gabi e Priscila Daroit (Mackenzie), Juliana Nogueira, Natália e Mari (Rio).

Em princípio, as 12 que vão aos Jogos Olímpicos de Londres sairão das 18 que serão inscritas para o Grand Prix Mundial, no entanto, nada impede, segundo Zé Roberto, que uma jogadora da Seleção B entre nesse grupo, seja por contusão ou por qualidade técnica.

A estreia do Brasil no Grand Prix será em Lodz, na Polônia, quando terá como adversárias, as donas da casa, Itália e Sérvia. A chave é considerada pesada pelo treinador, que diz preferir assim. “Temos de enfrentar times fortes, para que nos acostumemos com o torneio olímpico, que não vai ser fácil. O Brasil busca o nono título do GP e o bicampeonato olímpico.