Volei

Em ótimo duelo, Cruzeiro derrota o Sesi e confirma vaga na decisão da Superliga

Time celeste repetiu placar de Contagem, porém com parciais diferentes: 25/22, 25/23 e 36/34. Pelo terceiro ano consecutivo, comandados de Marcelo Méndez chegam à final

Rafael Arruda

Com a vitória, Cruzeiro garantiu vaga na terceira final consecutiva da Superliga Masculina

O Cruzeiro está na final da Superliga Masculina de Vôlei. No segundo duelo do playoff da fase semifinal, o time celeste repetiu a ótima atuação da primeira partida e bateu o Sesi na manhã deste sábado, por 3 sets a 0, eliminando o confronto de desempate, previamente marcado para o dia 5 de abril, em Contagem. As parciais no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, foram de 25/22, 25/23 e 36/34. É a terceira final consecutiva da equipe de Marcelo Méndez, que agora aguarda o vencedor de Minas e Rio de Janeiro – estes se enfrentam na noite deste sábado, às 21h30.


O grande destaque do Cruzeiro foi o oposto Wallace. Auxiliado pela ótima sintonia com o levantador William, o camisa 8 cruzeirense foi o principal pontuador do jogo, com 19 acertos. Pelo Sesi, quem fez a diferença foi Lorena, com 16 pontos. A partida no Ginásio da Vila Leopoldina teve duração de 1h50.

Ao eliminar o terceiro jogo, o Cruzeiro ganha mais tempo de preparação para a decisão da Superliga Masculina. O time celeste terá duas semanas de treino antes da partida final, que será realizada no domingo, dia 14 de abril.

Pelo terceiro ano consecutivo, o Cruzeiro chega à final da Superliga Masculina. Nas duas edições anteriores, o time celeste foi derrotado pelo próprio Sesi, por 3 sets a 1 (19/25, 25/19, 25/27 e 17/25), e venceu o Vôlei Futuro também por 3 sets a 1 (24/26, 25/18, 25/13 e 25/19).

O jogo

Na véspera do duelo entre Sesi e Cruzeiro, os atletas diziam que o fundamento saque seria essencial para uma eventual vitória. Dessa forma, a jogada foi bastante utilizada desde o início da partida. Quem rendeu melhor no começo foi o time mineiro, que contou principalmente com as boas saídas do cubano Yoandy Leal, bastante eficiente no atributo. Com aproveitamento positivo de Lorena, o Sesi só conseguiu encaixar o saque durante a segunda metade do primeiro set. As duas paradas técnicas viraram com placar favorável à equipe celeste: 8/6 e 16/14.

Mas não é só de saque que vive o vôlei. Na terceira e última parte do primeiro set, o Cruzeiro se apresentou muito bem em dois atributos: defesa e bloqueio. Na medida em que o Sesi executava fortes ataques através de Lorena e Sidão, o time mineiro chegava firme na marcação com Leal, Douglas Cordeiro, Rogério e Wallace. Quando a bola não caía na quadra paulista, era amortecida pelo “paredão azul” e trabalhada na sequência entre o líbero Serginho e o levantador William. O time da casa, por sua vez, pouco conseguia conter as finalizações dos atuais campeões da Superliga Masculina e só melhorou nos últimos momentos da parcial. A reação foi tardia, já que o erro de saque de Lorena fechou em 25 a 22 a favor da equipe celeste.

E o saque, mais uma vez, foi bastante forçado. De um lado, Lorena e Sidão soltavam o braço a favor do Sesi. Do outro, o Cruzeiro tentava chegar com Rogério e Douglas Cordeiro. No início do segundo set, os paulistas erraram menos e souberam aproveitar as bolas recuperadas. Dessa forma, foram para a primeira parada técnica com 8/6 no placar. O time celeste, no entanto, não permitiu que o rival abrisse vantagem considerável e seguiu na cola. Em alguns ataques, como os de Wallace e Filipe, a bola ia tão forte que dificultava as recepções de Cléber e Serginho – o último jogando no sacrifício por conta de dores na região lombar. Assim, os comandados de Marcelo Méndez passaram à frente no marcador: 16/15.

E o Cruzeiro seguiu melhor. Wallace soltou o braço e fez com que a recepção do Sesi mandasse a bola no teto do Ginásio da Vila Leopoldina. A vantagem mínima – dois pontos –, porém, foi mantida. Mais uma vez o bloqueio celeste e os erros do time mandante foram fundamentais para a definição do segundo set. Com lances protagonizados por Lorena e Murilo, a equipe paulista até deixou duro o páreo na manhã deste sábado, mas Wallace, sempre presente nos momentos difíceis, fechou a parcial em 25/23 para os cruzeirenses.

Assim como o anterior, o terceiro set foi muito equilibrado. O Sesi voltou a liderar as ações com ligeira vantagem no início, com o Cruzeiro na cola durante todo o andamento da parcial. As paradas técnicas foram favoráveis aos paulistas: 8/6 e 16/14. Acontece que, além de Serginho, com fortes dores na coluna, Giovane Gávio perdeu Sidão, um de seus principais jogadores, também por lesão. Para complicar ainda mais, Lorena desperdiçou a chance de fechar o set após atacar na rede: 25/24.

A partir desse momento, o Ginásio da Vila Leopoldina passou a ser palco de uma árdua batalha. Do lado cruzeirense, o “mago” William sempre era eficiente no momento de passar a bola e Wallace acertava tudo. Quem fazia a diferença no Sesi era o ponteiro Mão, que entrou durante a partida e deu muita força nos ataques pelo canto da quadra. Os mineiros tiveram vários matchs points, porém, sem a posse de bola. O time mandante, que dependia da vitória para seguir vivo no jogo, soltava o braço nas finalizações para evitar qualquer sucesso na recepção adversária. Porém, em uma dessas jogadas, o erro paulista aconteceu e a bola foi para fora. Vitória cruzeirense em São Paulo no último set por incríveis 36/34 e no jogo por 3 a 0.

SESI 0x3 CRUZEIRO
Parciais:
22/25, 23/25 e 34/36

SESI
Sandro, Lorena, Murilo, Éder, Sidão, Cléber e o líbero Serginho. Depois entraram Everaldo, Mão, Leandro, Leonardo e Ary
Técnico: Giovane Gávio

CRUZEIRO

William, Wallace, Leal, Filipe, Rogério, Douglas Cordeiro e o líbero Serginho. Depois entraram Daniel, Acácio, Maurício e Sánchez
Técnico: Marcelo Méndez

Motivo:
segundo jogo da semifinal da Superliga Masculina de Vôlei
Local:
Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo
Data:
sábado, 30 de março de 2013
Maior pontuador:
Wallace, do Cruzeiro, com 19 pontos
Árbitros:
Paulo Turci (PR) e Paulo Beal (SP)
Público:
800 pagantes