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Sesi apresenta reforços de Seleção Brasileira para a equipe de vôlei masculino

Lucarelli, Lucão, a Maurício, Renan, Evandro e Rogério foram apresentados em SP

postado em 24/05/2013 19:03 / atualizado em 24/05/2013 19:06

O Sesi apresentou seus seis novos reforços para o time de vôlei masculino, agora comandado pelo técnico Marcos Pacheco, nesta sexta-feira. Quatro deles foram convocados por Bernardinho para defender a Seleção Brasileira na Liga Mundial, a partir de junho: o ponta Maurício Borges, o oposto Renan, o ponta Lucarelli e o meio de rede Lucão. O oposto Evandro e o meio de rede Rogério completam o grupo.

Antes de posar para fotos com os contratados, Paulo Skaf fez questão de reunir todos os jogadores em sua sala para uma conversa informal. O presidente do Sesi e da Fiesp não se cansou de brincar com os 2,17m de Renan, que ficou encabulado com o assunto, e ressaltou os investimentos feitos no esporte. O time masculino de vôlei tem orçamento anual de R$ 7,7 milhões, enquanto o feminino custa R$ 5,2 milhões.

“As expectativas são muito boas. Já disse aos nossos atletas que o Sesi não é uma marca com fins lucrativos. Pensamos no bem-estar das pessoas através do esporte”, discursou Skaf, sem querer entrar em polêmica com Vittorio Medioli. O empresário e dono do Grupo Sada, que patrocina o time de vôlei do Cruzeiro, mostrou indignação por ser contribuinte do Sesi e ter de enfrentar a instituição na Superliga. “Cada um fala o que quer na democracia. Mas o Sada não paga um tostão para o Sesi de São Paulo, e sim para o do seu Estado”, defendeu o presidente da equipe paulista.

Alheios à polêmica, os novos jogadores do Sesi estavam bastantes sorridentes durante a apresentação. Dois deles, inclusive, vieram do Cruzeiro: Maurício e Rogério. “O fato de a gente já se conhecer ajuda um pouquinho, sem dúvida”, comentou o primeiro, lembrando que também está acostumado a ter contato com os companheiros de Seleção Brasileira.

Lucão é mais um que tem motivo para se adaptar rapidamente ao Sesi. O jogador mantinha uma ótima relação com o treinador Marcos Pacheco quando ambos estavam na Cimed, em Florianópolis. “Ele é como um pai. A gente se dá muito bem”, sorriu o antigo destaque do RJX. “Acabei vindo para o Sesi porque havia uma indefinição em relação aos investimentos do RJX. Sempre é bom mudar de ares, ainda mais estando em um plantel tão qualificado como o do Sesi”, acrescentou.

Mineiro da cidade de Contagem, Lucarelli seguiu a linha de raciocínio sobre a necessidade de mudanças para evoluir na carreira. “Só vou sentir saudades da comida da mamãe”, sorriu o atleta de 21 anos, embora satisfeito em São Paulo. “Para mim, que estou começando a aparecer, é importante ter novos desafios profissionais. Chego ao Sesi com a responsabilidade de ser campeão, cercado de uma cobrança sadia.”

Dois anos mais velho do que Lucarelli, Renan também acertou com o Sesi disposto a acumular experiência. “Fiquei oito anos no São Bernardo, desde que saí de casa. É uma novidade para mim, apesar de eu já ter enfrentado o Sesi algumas vezes e conhecer o grande trabalho deles. Espero me adaptar o mais rapidamente possível depois de voltarmos da Seleção Brasileira”, comentou, focado no início da Liga Mundial.

Já Evandro é o mais rodado dos reforços do Sesi. “Fiquei muito tempo jogando no exterior, em Grécia, Itália e Argentina. Acabei de ser campeão sul-americano pela minha equipe e tinha a chance de ir ao Campeonato Mundial, mas valia abrir mão de qualquer coisa para estar no Sesi”, garantiu, consciente do que precisa fazer para se destacar no retorno ao Brasil. “Não existe esse negócio de adaptação, pois estou no meu país. Cheguei com a cabeça mais trabalhada, mas o estilo de jogo é o mesmo. Sou um oposto forte e vou dar bolada”, ameaçou.