Vôlei

SUPERLIGA FEMININA

Beleza dentro de quadra

Minas encara o Rio com a força de Mari Paraíba. Atacante mostra que é muito mais do que um rosto bonito. Depois de ter tirado a roupa em revista masculina, ela só pensa no esporte

postado em 04/04/2015 08:37

Juarez Rodrigues / EM DA PRESS
Minas e Rio fazem hoje, às 21h30, na Arena JK, o primeiro jogo da melhor de três pelas semifinais da Superliga Nacional Feminina de Vôlei. Na equipe mineira, a confiança é total, em especial por parte das jogadoras. Uma delas, a ponteira Mari Paraíba, uma das paixões do torcedor mineiro e considerada uma das musas do esporte, vive um momento especial, se destacando como uma das melhores atacantes da competição, além de uma das maiores pontuadoras e o melhor saque entre as jogadoras que estarão em quadra esta noite.

Esta é a segunda passagem de Mari pelo Minas, clube que confessa admirar. A primeira foi há três anos, quando se destacou, apesar de muito nova. Mas não permaneceu no time. Retornou agora, e diz estar satisfeita com o trabalho feito, o que levou o Minas às semifinais da Superliga. “Eu nunca fui campeã da Superliga. Fui campeã paulista e da Salonpas Cup, pelo Osasco, campeã da Copa São Paulo, por Pinheiros e São Caetano, mas aqui ainda não ganhei nada. Estou confiante, pois o time tem um alto nível e condições de brigar pelo título.”

A vida de Mari quase tomou outro rumo, mais glamoroso e distante do esporte, por causa do ensaio que fez para a revista Playboy, em 2012, pouco depois de deixar o Minas. “Estava sem clube e surgiu o convite. Decidi aceitar. Na época, houve muito disse me disse. Chegaram até a falar que eu queria seguir a carreira de modelo e que queria ser atriz. Não aconteceu nada disso. Na verdade, fiz um curso de dicção e também para perder um pouco da vergonha ao falar. Ser entrevistada, pra mim, por muita gente ou em TV, é o fim. Fico toda travada. Foi isso o que aconteceu.”

A ponteira não quer ouvir falar mais no lado modelo. Ela conta que, até para decidir o que fazer na vida, o ensaio para a revista foi bom. “Depois de posar, parei por nove meses. Estava nessa rotina de treinar e jogar desde os 14 anos. Precisava pensar no que queria realmente. Foi aí que vi que era de jogar vôlei que realmente gostava.” O retorno ao contato com a bola, no entanto, não aconteceu na quadra, mas sim na praia.

“Veio um convite da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que estava recrutando jogadoras de quadra para ir para a praia. Decidi aceitar. Mudei para o Rio de Janeiro. Minha parceira era a Natasha. Aprendi muito. Primeiro, porque é um esporte totalmente diferente do que estava acostumada. Na praia, a gente praticamente jogava sozinha. Era meio que um esporte individual. Para a parte psicológica, é muito bom. Aprendi mais golpes. Para voltar para a quadra, foi muito importante. Na areia, você tem de passar a bola para o outro lado de qualquer maneira. Aprendi novas maneiras de bater na bola, de atacar”, conta.

A volta à quadra foi no Barueri. Ficou lá uma temporada. Em junho, ía para o Maranhão, mas deu errado. “Aí, fui pra Bauru, para a disputa do Paulista. Fiquei lá três meses, quando surgiu o convite do Minas. Vim correndo”, conta a jogadora, que sondou antes quem estava no time. “A gente sempre faz isso. Aqui estavam várias jogadoras que tinham sido minhas companheiras em 2011/2012. Sabia das dificuldades, que seria difícil ajustar o time, mas queria voltar.”

Mari reencontrou Carla, veio jogar com Walewska, Carol Gattaz. Depois chegou Jaqueline. “O mais difícil era o entrosamento. Normalmente, se trabalha isso na pré-temporada, mas nós tivemos que fazer isso durante a competição. A Naiane, por exemplo, era a terceira levantadora. Começamos com a Jordane, veio depois a Camita Torqueti e a Naane acabou como titular. Chegamos à formação atual, a que mais deu certo. E temos de levar em consideração, também, que tivemos um início de competição fortíssimo, contra Osasco, Sesi, São Caetano. Depois, o time foi muito mexido e conseguir um entrosamento, nesses casos, é muito difícil. Mas conseguimos. Todas nós.”
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Para a semifinal contra o Rio, ela espera um confronto muito difícil. “Temos de jogar soltas, tranquilas. O Rio é muito forte, pois tem um entrosamento de muitos anos. O time mexe pouco de uma temporada para outra. Para mim, não será nenhuma surpresa se forem três placares de 3 a 2, mas que nos classifiquemos para a final.”

Amizade sim, namoro não Nos últimos dias, Mari Paraíba ficou em evidência nas redes sociais, tudo por ter sido adicionada pelo zagueiro cruzeirense Paulo André. A fofoca é que eles estavam namorando. Ela garante que não. “Não tem nada disso. É só amizade. Esse povo tem mania de falar demais. Somos amigos, tanto que não sou só eu quem corresponde com ele. Tem mais duas amigas aqui do time, a Val e a Carol.”

Perfil

Mariana Andrade Costa
(Mari Paraíba)


• Nascimento: 30 de junho de 1986, em João Pessoa (PB)
• Altura: 1,81m
• Posição: ponteira
• Times: Osasco, São Caetano, Pinheiros, Barueri e Minas

Tags: minas rio rosto bonito Mari Paraíba