Bob Faria analisa clássico entre América e Atlético pela Libertadores, e ainda a vitória do Cruzeiro na Série B (Foto: Gladyston Rodrigues/EM/DAPress)


O América calou muitas vozes. A minha inclusive. Vozes que acreditavam que seria muito difícil o Coelho conseguir um bom resultado contra o Atlético. O prognóstico era amparado pela enorme diferença técnica individual entre os elencos.  Mas como um bom clássico adora derrubar prognósticos, assim fez o América.



Vagner Mancini foi melhor que o Turco. A estratégia do América funcionou mais e melhor que a do Atlético.  E no final ficou a impressão de que o América é que deixou escapar dois pontos. Até porque, o gol de empate do Atlético, marcado pelo Ademir, foi irregular. O jogador estava impedido. Se houvesse VAR nessa fase da Libertadores (e não ter é incompreensível), o gol teria sido anulado.

Gol de Ademir, do Atlético, foi irregular: jogador estava impedido (Foto: Juarez Rodrigues/EM/DAPress)



Ao Galo, fica a reflexão. O time precisa ter um outro plano de jogo para ser usado quando enfrentar esquemas muito fechados, como foi o caso. E tem elenco e treinador para desenvolver repertório.

Ao América fica a consciência de que pode enfrentar adversários mais fortes tecnicamente e equilibrar a disputa com estratégia e inteligência.



E pra nós, que achávamos que o Atlético encontraria a vitória, fica mais uma vez a velha lição: clássico pode até ter favorito, mas favoritismo jamais garante resultado.

Lições da vitória do Cruzeiro


O grande extrato da vitória do Cruzeiro em casa contra o Brusque foi aquilo que destacou o técnico Paulo Pezzolano na sua entrevista coletiva: o poder da catarse! Foi 1 a 0 magro, difícil, travado, com o time enfrentando uma série de problemas táticos e técnicos, como a falta de um armador que fizesse a transição da defesa ao ataque um pouco menos dolorosa, ou menos dependente da bola longa.

Mas foi uma vitória que pareceu trazer um tremendo alívio para jogadores e torcedores. Especialmente em mais um dia difícil nos bastidores, com todas as polêmicas que envolveram a saída do atacante Vitor Roque.




Essa catarse, essa liberação de energia, pode de fato ajudar o Cruzeiro a render mais, a jogar mais do que a soma de suas capacidades individuais. Porém, não pode corrigir o que ainda falta na construção do elenco, uma vez que não é cura mágica. Mas, usando também um bom argumento do treinador do Cruzeiro, é hora de paciência, de calma, de plantio. E principalmente o que vimos no Mineirão: uma boa dose de carinho do torcedor com o time.