Casal fez o teste de COVID-19 na sede da torcida Máfia Azul (Foto: Tulio Santos/EM/D. A Press)


O casal Denia Flausino, de 21 anos, e Nilo Lopes, de 19, enfrentaram uma verdadeira saga para assistir ao jogo entre Cruzeiro e Confiança, no Mineirão, nesta sexta-feira (20/8). Eles foram vítimas do teste errado de COVID-19 fornecido pela organizada celeste Máfia Azul.




"O primeiro teste eu fiz na minha folga do serviço, ontem. Fui lá na sede da Máfia Azul, chegamos lá 15h e saímos 19h. Ficamos duas horas na fila esperando e pagamos R$ 25 cada. Foram R$ 50 no total", conta Nilo.

Porém, ao acompanhar as notícias sobre o jogo nesta sexta, o repositor de supermercado percebeu que havia sido enganado pela organizada.

"Hoje, quando estava no almoço no serviço, que eu vi que o teste não era válido. Saí do serviço até mais cedo, para depois pagar em horas, e fui à farmácia fazer o teste de cotonete (de antígeno). Resultado saiu em 30 minutos. A tarde toda a gente pensou em cancelar a compra do cartão de crédito, mas o amor pelo Cruzeiro foi maior", afirma o jovem.
Dazn

A Prefeitura de Belo Horizonte enviou uma equipe de vigilância sanitária à sede da torcida organizada Máfia Azul, no Barro Preto, e interditou o espaço, onde estavam sendo realizados testes de COVID-19. 




Segundo a PBH, a medida foi tomada porque o local não possui licença para fazer exames médicos.

Milhares de torcedores do Cruzeiro fizeram fila na sede da torcida organizada na tarde de hoje por um 'teste errado' de COVID-19. O exame com coleta sanguínea, oferecido pela Máfia Azul, não atende aos protocolos da prefeitura.

O problema é que o exame em questão só é capaz de identificar se o indivíduo contraiu COVID-19 recentemente - não no momento atual.

Para acessar o Mineirã, os torcedores celestes tiveram de apresentar o resultado do Teste Rápido de Antígenos ou RT-PCR negativo para COVID-19. 




O primeiro é disponibilizado em um valor médio de R$ 150, enquanto o segundo pode ser realizado por valor médio de R$ 300.



Primeira vez


Essa é a primeira vez que Denia e Nilo acompanham o Cruzeiro in loco. Durante a pandemia, eles visitaram o Mineirão, mas para conhecer o museu e a parte interna do estádio.

Antes da partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, o casal aguardou pela chegada do ônibus com o elenco cruzeirense no Mineirão.

"Achei que ia ter bem mais gente, mas talvez vai chegar mais gente. É a primeira vez que eu venho no estádio com ele, então vai ser a primeira vez que vamos ver o ônibus entrar juntos", conta Denia.

Frequentador assíduo do Mineirão, Nilo comemora o retorno ao Mineirão. "É mais a saudade. A última vez que eu vim aqui foi no último jogo que pôde ter torcida (antes da limitação da pandemia), contra o CRB, na Copa do Brasil", relembra.