COPA LIBERTADORES

Adversário do Cruzeiro viveu década de ouro nos anos 20 e chegou a ser grande rival do Boca

Huracán pleiteia reconhecimento como sexto grande clube do futebol argentino

postado em 14/04/2015 15:06 / atualizado em 14/04/2015 15:28

Site oficial do Huracán

O Huracán é o adversário do Cruzeiro nesta terça-feira, às 19h, em Buenos Aires. Com 106 anos, o clube argentino tem uma história que une glórias no período de 1920, frustração por décadas, ressurreição em 1973 e, depois de um hiato de grandes feitos, o último renascimento no ano passado, com o título da Copa Argentina.

O início do Huracán, ainda na época do amadorismo no futebol, veio com quatro conquistas da Primeira Divisão (1921, 1922, 1925 e 1928). O primeiro troféu no regime profissional foi em 1942, equivalente à Copa Nacional. A equipe do Bairro Parque Patricios carrega outras histórias impressionantes: como ter sido fundada por duas vezes. Depois de abandonar a primeira região para migrar ao Nueva Pompeia, do Colégio Luppi, o time retornou ao reduto principal cinco anos mais tarde.

Um dos responsáveis pelo crescimento do Huracán foi Jorge Newbery, que era esportista nato, de várias modalidades. Ele causou comoção ao levantar voo no balão chamado El Huracán (Furacão), e sair da Argentina, cruzar o Uruguai e descer em Bagé (Brasil – Rio Grande do Sul). A partir daí, o ato de Newbery inspirou os argentinos a adotarem o símbolo de um balão (Globo em espanhol) como escudo.

O grande rival do Huracán é o San Lorenzo, que faz parte dos cinco times considerados grandes na Argentina. Os outros quatro são Independiente, Racing, River Plate e Boca Juniors. O último chegou a ser grande adversário do Globo no início do século passado. Isso porque houve uma separação de ligas na Argentina e os dois permaneceram na competição regida pela Federação, enquanto os outros grandes se tornaram dissidentes. O imbróglio durou entre 1919 e 1926. Desde os anos 40, o Huracán pleiteia um lugar como sexto time grande da Argentina.

Um dos pontos nobres do Globo é o histórico de servir à Seleção Argentina com jogadores de qualidade, entre eles Guillermo Stábille (artilheiro da Copa do Mundo de 1930), Herminio Masantonio e até Alfredo Di Stéfano, craque reconhecido mundialmente e com passagens por três seleções: Argentina, Colômbia e Espanha. Da geração mais nova se destacam Javier Pastore e Lucho González.

A trajetória do Huracán é marcada por extremos, com emoção de todas as formas. Seja por rebaixamentos contínuos a equipes de ouro, como os campeões de 1973 e o vice do Campeonato Argentino de 2009, com direito a chuva de granizo e arbitragem polêmica, o Globo sempre gera grandes histórias aos torcedores e à imprensa. O fato é que o título da Copa Argentina no ano passado e a participação na Libertadores devolveu um pouco da riqueza do Huracán ao cenário Sul-Americano.

Para voltar classificado às oitavas de final da Libertadores, o Cruzeiro precisa ao menos empatar com o Huracán. O estádio El Palacio deve receber bom público nesta noite (expectativa de 30 mil torcedores). Os donos da casa somam quatro empates na fase de grupos e jogam as últimas fichas contra a Raposa.

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