SELEÇÃO BRASILEIRA

Montagem aos poucos

Dunga já tem uma base do time pronta e aproveita o próximo amistoso, terça-feira, contra o Equador, para novos testes. Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart podem ter chance

postado em 07/09/2014 11:00

Mike Ehrmann/Getty Images/AFP

Miami – Um sábado de folga, quando a maioria dos jogadores preferiu ir às compras neste paraíso chamado Miami. É sabido que, com dólar contra dólar, tudo é barato, e os jogadores, que em sua maioria atuam na Europa, não têm qualquer problema em gastar. Já para os brasileiros normais, que ganham em real, tudo fica mais difícil, tendo que desembolsar duas vezes e meia da nossa moeda por um dólar. Como dos 73.429 pagantes, um recorde no Life Stadium, cerca de 80% eram colombianos, acho que os torcedores brasileiros se contentaram em ver a vitória da Seleção em sua estreia. Dos jogadores que atuaram, Neymar foi referência, se portando como dono do time, com jogadas importantes, em velocidade, e marcando aquele golaço, em cobrança de falta. O goleiro Jefferson foi muito elogiado por Taffarel, assim como Diego Tardelli encantou a todos por sua movimentação e qualidade. Só faltou o árbitro confirmar seu gol, que estava legalíssimo.

Hoje os jogadores treinam na parte da tarde, e seguem, à noite, em voo fretado para Nova Jérsei. Dunga deve manter a base para o jogo com o Equador, mas também fazer alguns testes importantes. Como ganhou o primeiro amistoso, pode relaxar um pouco e fazer experiências, pois não adianta convocar atletas e não os testar. Quando for um jogo mais forte, como teremos contra a Argentina, no Ninho do Pássaro, na China, em outubro, terá de escalar o time principal, como o que começou ontem. Já contra o Japão, em Cingapura, quatro dias depois do jogo com os hermanos, deverá fazer várias mudanças. Essa é a mentalidade, até que encontre o time ideal e o ponha para jogar, seguidamente. Como teremos Copa América e Eliminatórias, Dunga deverá ter um time forte para ambas as competições, ressalvando que a prioridade são as Eliminatórias.

A equipe fará o conhecimento do gramado do Giant Stadium, em Nova Jérsei, amanhã, embora alguns jogadores tenham atuado lá. É o caso de Neymar, que jogou ao lado de Ganso e Pato na estreia de Mano Menezes, contra os Estados Unidos, em 2010, e venceu por 3 a 0, com exibição de gala. Talvez tenha sido o melhor jogo do Brasil desde a Copa de 2006. Porém, Mano se perdeu pelo caminho, o Brasil perdeu tempo e foi um fiasco no Mundial que organizamos. Aos poucos, Dunga vai fazendo seus comandados esquecerem os 7 a 1, se bem que os colombianos fizeram questão de lembrar, e pensarem no presente e futuro, que atende pelo nome de vitórias, para a manutenção do emprego.

EQUIPE O ideal seria dar ao técnico médio prazo, para montar um time forte, uma estrutura, capaz de nos dar a taça em 2022. Como não existe essa possibilidade na cultura brasileira, as vitórias são obrigação, e ainda precisamos resgatar o bom futebol. Tudo isso, se derem tempo a Dunga, em quatro anos. A Rússia é o objetivo final, mas é bom saberem que há seleções, como Alemanha, Argentina, França e Holanda, bem à nossa frente, com times fortes, bem treinados e vencedores.

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