SELEÇÃO BRASILEIRA

Dunga aprova ideia da CBF e diz não temer a Alemanha

Federações negociam contrato para disputar um amistoso em breve

postado em 24/09/2014 20:27

Rafael Ribeiro/CBF

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) negocia uma “revanche” contra a Alemanha para “exorcizar” a humilhação do 7 x 1 vivida na semifinal da Copa do Mundo. A partida ocorreria em março de 2015 na Europa, com um retorno previsto no Brasil para 2016. O técnico Dunga já aprovou a ideia e agora as duas federações negociam o contrato.

“Queremos esse jogo e que seja logo para espantar o que aconteceu na Copa”, revelou Marin, que estava nesta quarta-feira em Zurique, na Suíça, para reuniões na Fifa. Segundo o cartola, o Brasil aceitaria até mesmo enfrentar o time de Joaquin Low na Alemanha. “Podemos ir lá na Alemanha, se eles quiserem. Não temos problemas. O que queremos é virar a página”, declarou.

Animado com a chance de enfrentar os campeões do mundo, Dunga disse que o Brasil não pode escolher adversários. “Não tem problema nenhum (o amistoso). Temos que respeitar (a Alemanha), mas não tem que ter medo”, disse o treinador, nesta quarta, ao canal de TV a cabo FOX Sports.

O técnico do Brasil comentou ainda que “uma seleção não pode tomar de 7 a 1”. E enfatizou: “Se você pegar jogador por jogador não tem uma diferença tão grande entre Brasil e Alemanha”. Dunga comentou que o jeito de a Alemanha jogar não é uma novidade. “Nós (seleção brasileira) já jogamos assim”.

Com a aprovação do treinador, José Maria Marin acredita que uma nova partida contra a Alemanha marcaria uma “nova fase” para a seleção brasileira e para o segundo mandato de Dunga. “Isso vai ser importante para a Era Dunga”, disse.

“Estamos conversando sobre a possibilidade de ter dois amistosos um em 2015 e outro em 2016”, declarou Marco Polo Del Nero, presidente eleito da CBF. “Nosso treinador está sabendo e gostou da ideia”. Del Nero ainda elogiou o time de Dunga nos amistosos nos Estados Unidos - vitórias contra Colômbia e Equador, ambas por 1 a 0. “Vi uma evolução (na seleção)”, disse o dirigente em Zurique.

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