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Futebol brasileiro não pode mudar, diz Del Nero

Dirigente da CBF considera que 7 a 1 não pode ser usado como ponto de mudança

postado em 26/11/2014 20:18

AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA

O vexame da Seleção na Copa do Mundo parece não ter abalado a convicção da CBF sobre a qualidade do futebol brasileiro. Nesta quarta-feira, o vice-presidente da entidade, Marco Polo Del Nero que assumirá a presidência em abril do próximo ano, afirmou que o Brasil "não pode mudar", já que, em sua avaliação, "nosso futebol é o melhor do mundo".

O dirigente chegou a defender o trabalho do técnico Luiz Felipe Scolari, que comandou a Seleção na desastrosa campanha na Copa do Mundo - depois, foi substituído por Dunga -, mas depois reconheceu que o time brasileiro fez exibições ruins no torneio em que foi anfitrião neste ano.

"Nós começamos com o Felipão muito bem. Felipão foi uma unanimidade, foi campeão da Copa das Confederações", lembrou Del Nero. "As coisas estavam caminhando, com algumas dificuldades no início, as vitórias magras, o time jogando mal, mas o desastre foi naquela partida contra a Alemanha."

Mesmo assim, Del Nero considera que o "desastre" na semifinal da Copa, quando o Brasil perdeu por 7 a 1 para a Alemanha, não pode ser usado como ponto de partida para mudar o futebol brasileiro. "Nós não podemos mudar. Nosso futebol é o melhor futebol do mundo. A Alemanha perdeu em 2002 para o Brasil e a Alemanha tem menos vitórias do que o Brasil. A gente continua com a hegemonia do futebol no mundo", afirmou o dirigente, que também é o presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e membro do Comitê Executivo da Fifa.

As declarações de Del Nero foram dadas logo após o lançamento do curta "Somos todos futebol", nesta quarta-feira, no Rio. Produzida pelo museu da CBF, a obra tem duração de 7min30 e será exibida a partir do dia 4 de dezembro nos cinemas das redes Cinemark e Kinoplex, antes dos filmes. Será uma iniciativa semelhante às antigas exibições do Canal 100.

"Isso não é uma homenagem à Seleção Brasileira de futebol. É uma homenagem a todas as famílias daqueles jogadores que defenderam o Brasil aqui dentro e, principalmente, lá fora", disse o atual presidente da CBF, José Maria Marin, também presente no evento.

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