ZONA MISTA

Zona Mista

postado em 21/06/2014 10:09 / atualizado em 21/06/2014 10:12

Kelen Cristina /Superesportes

Ele faz a cabeça dos craques
Nem durante a Copa do Mundo os jogadores deixam a vaidade de lado. Os atletas da Seleção Argentina, por exemplo, contam com atendimento exclusivo, na Cidade do Galo, do cabeleireiro Elias Torres. Ontem à tarde, ele acrescentou um cliente bem ilustre ao currículo: o craque Messi (foto), que não é muito chegado a inovações no visual. Na semana passada, Elias esteve na concentração argentina para cuidar das madeixas do atacante Agüero, do zagueiro Demichelis, do volante Mascherano e do armador Maxi Rodríguez, entre outros. O cabeleireiro também já fez a cabeça de Neymar e Daniel Alves, da Seleção Brasileira, durante a Copa das Confederações do ano passado, além de Ronaldinho Gaúcho. Por causa da clientela famosa, sua barbearia tem ganhado cada vez mais notoriedade em Belo Horizonte. Um corte de cabelo com a equipe custa R$ 20. Com o próprio Elias, o valor sobe para R$ 40 – e o preço não foi inflacionado pela Copa. Pelo menos por enquanto!


Estranho no ninho

O último treino da Argentina antes da partida contra o Irã teve uma cena curiosa: o argentino Sorín, agora cronista esportivo, entrando pela primeira vez na Cidade do Galo – clube do qual foi arquirrival durante os tempos em que defendeu o Cruzeiro. Nas redes sociais, torcedores do Atlético, inclusive, reclamam que o ex-lateral não cita o nome do CT alvinegro em seus comentários. O assunto, no entanto, é proibido por Sorín, que só aceita falar sobre a seleção de seu país. Apesar da visível estranheza inicial e um sorriso aparentemente nervoso ao cruzar o portal de entrada, foi só ele se aproximar dos integrantes da delegação argentina que logo se sentiu mais à vontade – Sorín foi capitão da seleção no Mundial de 2006, e admite o saudosismo. “Fico nervoso, principalmente no caminho para o estádio. Nunca tinha vivenciado esse clima de Copa, estava sempre concentrado. É sensacional.”


Para lá e para cá
Simpático, o português Carlos Queiroz, treinador do Irã, abriu a entrevista coletiva ontem se desculpando pelo atraso de 15 minutos na chegada ao Mineirão (“não é do nosso feitio”) e acabou dando uma alfinetada na organização do Mundial – a Fifa cancelou os treinos de reconhecimento do estádio para preservar o gramado. Com isso, o único trabalho de sua equipe em BH, antes do jogo contra a Argentina, foi no Independência. “Ficamos para lá e para cá. O treino é em um local, o hotel em outro, a uma hora de distância”, disse, reclamando do tempo passado dentro do ônibus, no deslocamento pela cidade. Depois, afirmou ter concordado com a postura da entidade: “Foi uma boa decisão. O mais importante para o espetáculo é que o campo esteja bom”.


Abuso
Que muitos brasileiros gostam de levar vantagem em tudo é tido e havido desde uma propaganda de cigarros que ficou famosa nos anos 1970, com o tricampeão mundial Gérson. Mas algumas cidades estão abusando. No Rio, estacionamentos próximos ao Maracanã estão cobrando R$ 100 para quem vai aos jogos da Copa. Até a unidade de uma grande rede de supermercados entrou na onda e estabeleceu em R$ 50 o valor pelo período de duas horas, mais R$ 5 por hora adicional – ou seja, não menos de R$ 60 por carro a cada partida. Ainda bem que há boas opções de transporte público até o mítico estádio, como o metrô, cuja passagem custa R$ 3,50.


Marcação cerrada
A Fifa tem controle total e absoluto em tudo o que ocorre dentro de um estádio durante a Copa do Mundo. Inclusive no cardápio oferecido nos restaurantes. Nos centros de imprensa das arenas, por exemplo, ela determina que diariamente haja arroz, feijão, macarrão, dois tipos de carne (boi e frango) e salada de folhas e legumes. Até o tipo de molho no macarrão é determinado pela entidade. As sobremesas também precisam passar pelo crivo da Fifa, contam as nutricionistas responsáveis pelo menu.

FALOU E DISSE

"Ninguém teme o que foi falado, que é perigoso e não se pode sair às ruas. Sempre saímos, crianças nos param pedindo autógrafos e fotos. Todos são muito simpáticos”
, Dzeko, craque da Bósnia, em entrevista ao site da federação de futebol do país, elogiando o clima amistoso e seguro encontrado no Brasil

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