América 100 anos

Baltazar classifica sua gestão como fundamental para consolidação do clube

Com o ex-presidente, América evoluiu administrativamente, mas estagnou em campo

postado em 27/04/2012 08:00 / atualizado em 27/04/2012 11:52

Bruno Cantini
Antônio Baltazar foi presidente do América de meados de 2005 a 2008. Em uma autoavaliação, o ex-mandatário considera que, à frente do clube, alcançou conquistas administrativas importantes e, dentro de campo, os resultados não foram os esperados, embora não os considere ruins.

Baltazar disse que conseguiu sanear financeiramente o clube, reduzindo drasticamente o passivo fiscal, tributário e trabalhista, além de “resgatar a credibilidade com o meio empresarial”. O ex-presidente também considera fundamental para a consolidação do América como um dos grandes clubes do futebol brasileiro a retomada do investimento no shopping e o projeto de reforma do Estádio Independência.

Por telefone, o Superesportes conversou com Antônio Baltazar por cerca de trinta minutos. Confira os pontos mais importantes da entrevista:

- De que forma financeira e estrutural o senhor recebeu o América?

Quando assumi, o clube tinha um passivo fiscal, tributário e trabalhista muito grande. Estávamos sem recursos e precisávamos iniciar um processo de reformulação profundo. Muito em função disso, não podíamos contratar jogadores importantes. Estruturalmente, o clube ainda caminhava a passos curtos.

- No futebol, como o senhor avalia sua passagem à frente do clube?

No primeira ano, chegamos à semifinal do Mineiro e terminamos em nono na Série C. Sem dinheiro para investir, ficamos de mãos atadas. Em 2007, fomos rebaixados ao Módulo II do Campeonato Mineiro, consequentemente ficamos de fora da Série C. Reformulamos completamente o elenco. Vencemos o Módulo II e voltamos à Série C, que contava apenas com 24 clubes. Na base, conquistamos titulos internacionais na Alemanha e em outros países europeus.

- O senhor se arrepende de algum ato tomado?

Nenhum. Foram conquistas no infantil, no junvenil, no juniores. Carregamos o sentimento de ter caído, mas caímos e nos reerguemos rapidamente. Quando cheguei, estávamos na Série C com 64 equipes. Deixei o time em uma outra modalidade de Terceira Divisão com 20 times.

- Como o senhor caracteriza sua administração?

Busca incessante de sanear o América. Tentamos estabelecer uma relação vitoriosa, claro, com ajuda de todos, um trabalho de continuidade, foi uma superação. Lutamos para consolidar o patrimônio do América. Retomamos o projeto para o investimento no shopping, que hoje já virou uma realidade, e entramos em contato com órgãos federais para reformar o Independência. Houve avanço com grandes parceria e passamos a ter credibilidade no meio empresarial.