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BRASILEIRO 1971

Campeões pelo Atlético em 1971 relembram festa que foi do Maracanã a Belo Horizonte

Jogadores do Galo contam emoção de cair nos braços da massa em BH

Ivan Drummond
Registro do desfile em carro aberto dos campeões brasileiros pelas ruas de Belo Horizonte - Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas - 30/12/1971

O árbitro Amando Marques apita o fim do jogoDelírio dentro de campo e na arquibancadaTelê Santana sai do túnel rumo ao campoOs jogadores correm em sua direçãoA eles se juntam o vice-presidente Fábio FonsecaNo gramado do Maracanã, um corre-corre de um lado para o outroVeio a volta olímpica, mas os protagonistas do título se recordam pouco da festa no estádioAs lembranças mais consistentes são principalmente da chegada a Belo Horizonte.

Festa de Oldair (e), Telê Santana (c) e demais atleticanos no Maracanã com o título inédito - Foto: 19/12/1971 Arquivo O Cruzeiro/EM/D.A Press.

“Lembro que festejamos no vestiárioEstouramos champanhePara mim, era o sonho realizado”, conta RonaldoDali, os jogadores foram de ônibus diretamente para o Aeroporto Santos Dumont, onde embarcaram para a Pampulha.

“Tinha gente demais nesse voo
Gente que nos não conhecíamos, não sabíamos quem era, de onde saiuAcho até que algumas pessoas viajaram de pé”, conta Humberto Ramos.

No desembarque, todos seguiram para um caminhão do Corpo de Bombeiros, que saiu do aeroporto e seguiu pela Avenida Antônio Carlos“Foi a consagração maiorO partir dali sentimos que estávamos em casaEstávamos novamente com nossa torcidaEla era a razão de tudo”, diz Mussula.

“Rumamos para a Praça Sete, mas já no IAPI, na Lagoinha, um mundaréu de gente, era inacreditável”, rememora Dario.

Alguns fatos marcariam os jogadores para sempre“Quando o caminhão entrou na Afonso Pena, parecia que Belo Horizonte estava inteira aliE na Praça Sete, ainda mais genteGritavam “Galo, Galo...”, cantavam o hino e chamavam os jogadores pelo nomeAinda hoje sinto aquela emoção”, conta Beto
“E na chegada à sede de Lourdes, lá estava a Charanga do Júlio, o mais amigoAí, a festa foi completa.”

Humberto Ramos não se esquece especialmente de um atleticano entre os tantos nas ruas“Lembro que quando a gente entrou, um torcedor subiu no caminhão e me pediu que lhe desse uma lembrançaDisse que podia ser qualquer coisaNão tinha nadaLembrei-me do meu cintoTirei e dei a eleAí, quando chegamos à sede de Lourdes, os torcedores nos tiraram do caminhão e nos carregaramQuando dei por mim, estava sendo carregado nos ombros de um torcedorFoi aí que vi que era o mesmo cara pra quem tinha dado o cintoNunca vi loucura igual.”

Presidente do Atlético à época, Nelson Campos exibe a taça de campeão brasileiro de 1971 - Foto: O Cruzeiro/Arquivo Estado de Minas - 20/12/ 1971