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Vagner Mancini cobra intensidade do Atlético e explica escolha por Vinícius no time titular

Técnico avaliou a derrota do alvinegro para o São Paulo no Morumbi

Redação
Vagner Mancini não conseguiu fazer Atlético ser intenso no jogo contra o São Paulo - Foto: Bruno Cantini/Atlético

O técnico Vagner Mancini conheceu sua primeira derrota como treinador do Atlético. Na tarde deste domingo, o alvinegro foi facilmente batido pelo São Paulo, por 2 a 0, no Morumbi, e chegou ao 13º revés no Campeonato Brasileiro. Apesar do resultado negativo, o Galo não caiu na classificação. A equipe segue na 12ª posição, com 35 pontos, seis a mais do que o Cruzeiro, primeiro time na zona de rebaixamento. 

No Morumbi, o alvinegro fez uma partida apática. Com pouca inspiração ofensiva, o Atlético não conseguiu se impor e assistiu o adversário dominar a posse de bola e criar as melhores oportunidades de gol. Mesmo com o placar adverso na etapa final, o time atleticano seguiu sem incomodar o sistema defensivo do São Paulo.

O técnico Vagner Mancini parece ter identificado o problema rapidamente. Para ele, faltou intensidade para a equipe alvinegra no Morumbi. O treinador comparou a exibição com o duelo do último domingo, quando o Galo venceu o Santos, no Independência.

“O futebol nos reserva momentos, e momentos diferentes.
O Atlético não fez um bom jogo, muito aquém daquilo que sabemos que pode ser e que deve ser. No domingo passado, fizemos um jogo muito interessante contra o Santos, com uma velocidade muito grande. Hoje a gente não viu essa intensidade toda. Sempre que o Atlético não jogar com intensidade, ele vai sofrer na partida. Além do DNA no clube, é a característica dos jogadores. Temos que botar intensidade a todo instante”, disse o treinador, que afirmou que o time paulista mereceu o triunfo neste domingo.

“Tivemos em alguns momentos no jogo. Depois do segundo gol, o Atlético teve um domínio, adiantou a marcação e fez com que o São Paulo tivesse um pouco de dificuldades na saída, mas oscilou muito durante a partida. E isso acaba tornando a partida difícil, porque você está enfrentando um time de técnica, que sabe o que faz com a bola. Não tenho dúvidas em afirmar que o São Paulo foi merecedor da vitória, porque teve a bola nos pés, foi mais intenso, aquilo que eu esperava que o Atlético fizesse, que fosse um jogo marcado por intensidade de ambos os lados”, completou.

Opção por Vinícius

Sem Elias, suspenso, o técnico Vagner Mancini optou por escalar o meia Vinícius. Desta forma, Zé Welison, volante de ofício, ficou no banco de reservas como opção. O treinador alvinegro explicou a escolha por tentar colocar um time mais ofensivo em campo.

“A escolha foi baseada na estrutura de jogo do São Paulo. Sabíamos que o São Paulo tinha um meio-campo leve, que jogava. Se eu entrasse com o Zé Welison, eu teria um poder de marcação maior, mas quis ter um time mais leve, mais agressivo.
Se você jogar contra o São Paulo aqui só se defendendo, você vai dar campo, mais campo a cada momento. O que eu queria não era isso. Eu queria que o Atlético tivesse a bola nos pés, que fosse um time mais insinuante”.

Time oscilante

Para o técnico do Atlético, o time oscilou muito no jogo. No primeiro tempo, a equipe começou bem, mas logo teve uma queda de rendimento. Na etapa final, o Galo teve um início desligado e levou rapidamente os dois gols. O comandante afirma que a postura tem que ser de intensidade durante os 90 minutos.

“Houve uma oscilação do Atlético. Até os dez minutos iniciais o time jogou bem, depois desapareceu um pouquinho, até 25, 30, depois voltou a jogar bem. Essa oscilação fez com que a gente não tivesse que o tivemos na partida contra o Santos, que foi uma intensidade durante os 90 minutos. Tomamos dois gols muito rápido no segundo tempo e isso acabou sendo determinante”, concluiu.

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