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Cruzeiro: Weverton conta como superou ansiedade para jogar bem o clássico

Jovem de 18 anos foi firme na marcação na vitória sobre o Atlético

Redação
Weverton teve atuação segura no clássico contra o Atlético - Foto: Bruno Haddad/Cruzeiro
O Cruzeiro contou com a boa atuação de Weverton, de 18 anos, para segurar o ataque do Atlético no clássico desse domingo, no Mineirão, pela nona rodada do Campeonato Mineiro. O garoto foi encarregado de substituir Manoel, que pediu à comissão técnica para não ser escalado em razão de uma negociação avançada com o Fluminense. Ao lado de Ramon, o jovem zagueiro enfrentou adversários experientes, como o meia Nacho Fernández e os atacantes Keno, Vargas e Hulk, e ajudou a Raposa a vencer por 1 a 0.



Como todo estreante em clássico, principalmente se for oriundo da base, Weverton teve dificuldades para segurar a ansiedade, como ele mesmo contou em entrevista à TV Cruzeiro. “Semana de clássico é a melhor e mais importante. Todo dia é decisivo, precisamos treinar focados e concentrados naquilo que o professor passa. Foi difícil a parte mental, eu estava ansioso, mas fomos levando, indo, e graças a Deus deu tudo certo”.

Os companheiros mais experientes no grupo, casos de Ramon e Eduardo Brock, tiveram papel fundamental para conversar com o garoto e deixá-lo mais tranquilo. “Eles me passaram confiança, pediram para ter calma e fazer o simples, que tudo sairia bem e eu jogaria bem. Foi o que aconteceu. Graças a Deus saímos com a vitória”.

Aos 16 minutos do segundo tempo, Weverton viu o lateral-esquerdo Matheus Pereira tomar a bola de Nacho Fernández, tabelar com Marcinho e encontrar Rafael Sobis de costas para a defesa atleticana. O toque de primeira do camisa 10 serviu a Airton, que esticou a redonda em direção à grande área e bateu colocado na saída do goleiro Everson.



“Graças a Deus tivemos um resultado positivo. Não teria uma melhor forma de estrear no clássico deste tamanho. Estou muito feliz com a vitória e ainda mais motivado para seguir o ano batalhando e lutando. Só tenho que agradecer a Deus por tudo que está acontecendo na minha vida”, festejou o camisa 34.

Individualmente, Weverton eseteve um pouco inseguro no começo da partida, sobretudo quando tentou sair jogando curto e ficou ‘na fogueira’ com a pressão de Keno. As falhas, no entanto, não comprometeram a equipe, e o jogador ganhou confiança na medida em que interceptava o adversário ou rebatia a bola. Aos poucos, ele acertou passes verticais rumo ao meia Marcinho e ao ponta-direita Bruno José.

Aos 19 minutos do segundo tempo, Weverton pediu substituição após sentir cansaço muscular. Eduardo Brock entrou em seu lugar e manteve o bom nível na marcação juntamente com Ramon. Ainda que não tenha suportado os 90 minutos de um clássico acirrado e desgastante, o defensor celebrou a boa apresentação na terceira chance como titular.



“Os professores da base sempre falam que jogador de futebol é muito rápido. Um dia você está em cima, no outro embaixo. Há dois meses, eu estava no sub-18, tinha acabado de subir para o sub-20. Agora estou no profissional, já fiz três jogos como titular. Estou feliz demais, só tenho que agradecer a Deus por tudo”.

Simbolicamente, o triunfo sobre o Atlético no Mineirão valeu muito mais que os três pontos, pois os prognósticos do clássico apontavam o Cruzeiro como “azarão” diante de um rival que investiu mais de R$200 milhões em reforços desde 2020. Com a confiança em alta, o time pensa agora na Copa do Brasil, pela qual terá compromisso na segunda fase diante do América-RN, às 21h30 de quarta-feira, na Arena das Dunas, em Natal.

“A vitória no clássico nos deu moral e ajudou a aumentar a confiança. Vamos concentrados e focados no jogo de quarta-feira, que será importante para a gente. É fazer um grande jogo e buscar a classificação”, concluiu Weverton, que havia se destacado na vitória por 2 a 0 sobre o Coimbra, na última quarta-feira, no Independência, com uma assistência para William Pottker marcar o primeiro gol.